Arquivo do autor:angelterapeuta

Terapia:  até quando?

Felizmente, contamos, atualmente, com inúmeros tipos de terapias, entre elas as terapias integrativas complementares, que servem para contribuir, de forma sistêmica, com o processo de acessar caminhos de cura ou prevenção de doenças.  Antes de entrar no tema, é preciso lembrar que a palavra terapia vem do grego, “therapeia”, que significa “o ato de curar”, de “restabelecer”.

Pela minha experiência, as pessoas em geral procuram terapias quando estão passando por uma fase muito difícil da vida, seja no aspecto da saúde física como também em outros aspectos ligados aos corpos emocional, mental e espiritual.  Há quem procure terapias para mergulhar mais fundo em seu processo de autoconhecimento.  Existem pessoas, inclusive, com fantasias sobre terapias e terapeutas, a ponto de acreditarem que exista o profissional “ideal”, que “sabe tudo” e que vai resolver todas as suas dores e angústias.

Independente das motivações que levam alguém a procurar por terapias, cabe refletir sobre a questão da duração dessas terapias, pois é frequente a preocupação da pessoa em saber em quanto tempo ela terá os resultados que espera ter (que não necessariamente representam o que ela precisa, prioritariamente, obter de benefícios com a terapia).

A reflexão básica que lhe convido a fazer é:  por que terapias deveriam ter um tempo determinado para acontecer se a própria vida é dinâmica, impermanente e imprevisível? Como determinar um prazo para uma terapia, considerando que cada pessoa é um ser único, um campo único, que se modifica o tempo todo em função de vários fatores, entre eles, genética, epigenética, terreno biológico? Cada pessoa tem a sua própria e única situação em relação, por exemplo, aos receptores celulares, à sua forma de metabolização e de desintoxicação. Cada ser é um universo único!  Estes fatores já são suficientes para flexibilizar qualquer posição rígida quanto à duração e resultados de  qualquer terapia.

Em minha visão (inter e multidisciplinar), os resultados são obtidos por meio de várias atitudes, ações e intervenções que, atuando, em conjunto, no campo da pessoa, trazem resultados benéficos à sua saúde como um todo.  Não é tão simples isolar a “causa” de uma cura ou melhora, nem querer determinar qual é a “melhor” terapia ou terapeuta, embora essa tendência ainda seja frequente. O melhor será sempre o avanço da pessoa em sua jornada de autocura!

Por exemplo:  sentir-se acolhido, compreendido faz parte de um processo terapêutico. O vínculo entre terapeuta e cliente sempre existe em algum nível, o que não significa que tenha que perdurar pelo tempo que a terapia deva durar.  Em outras palavras, o cliente pode sentir a necessidade de mudar de terapeuta, o que não significa que deva parar com a terapia.

Outro exemplo:  a ética, a experiência, as técnicas adotadas pelo terapeuta são essenciais para o êxito da terapia, no entanto, o cliente também precisa estar aberto a fazer a sua parte, buscando compreender e colaborar com o processo terapêutico.  O terapeuta também precisa ter conhecimentos, experiência e sensibilidade para perceber quando é necessário orientar e, até mesmo, encaminhar o seu cliente para outro profissional, em função de um enriquecimento necessário ao processo terapêutico.

O tempo de terapia não vai determinar a melhora de um quadro ou a evolução de uma pessoa.  Tudo depende do ser humano e de como o seu campo se comporta com a terapia, se há ressonância entre a pessoa e a terapia/terapeuta.  Mesmo porque, as coisas não acontecem de forma igual para todos.  Os efeitos de uma terapia dependem do ponto em que a pessoa está e para onde ela quer, de verdade, chegar.

O poder da terapia não está só no terapeuta, mas acima de tudo, na vontade genuína do cliente de se curar ou criar novas realidades para a sua vida, revogando a sua própria avaliação sobre a sua dor, angústia ou doença.  Curar requer amar a verdade, que muitas vezes confronta o cliente, levando-o a desistir da terapia ou do terapeuta.

No meu entendimento as terapias representam o aprendizado contínuo de cuidar de nós mesmos, contando com a ajuda dos profissionais da saúde que adotam uma visão holística, sistêmica do ser humano.  A necessidade de terapia é constante na medida em que sempre há algo a ser reequilibrado em nossa vida.

Terapia ativa o corpo de luz, recobra, limpa, ressignifica memórias que estão no próprio DNA da pessoa, acima das questões perceptíveis através dos seus cinco sentidos, envolve o que é Divino no indivíduo, ou seja, a sua espiritualidade, a sua família espiritual.  Por exemplo:  se uma pessoa está apegada à sua doença e não tem interesse em compreender as origens dessa doença, não dá para esperar que ela entre em processos de cura enquanto ela não enxergar sentido em ativar a sua real vontade de cura.

Sim, terapias, para mim, tem a ver com buscar a verdade sobre nós mesmos.  Verdade essa que ilumina, mesmo quando nos confronta.  Assim, ouso afirmar que terapias são para toda a vida!

Por que e para que tomar florais?

Na minha experiência de mais de 10 anos como terapeuta floral, tenho observado as diferentes reações e percepções das pessoas quanto à forma de encarar os sistemas florais e a sua utilização.

Muitos encaram a toma de florais limitada a uma maneira de lidar com o estresse, outros como uma terapia emergencial, cujo resultado depende de acreditar, outros como um sistema parecido com a homeopatia, até mesmo como um “paliativo” e por aí vai. Percebo também que é frequente a falta de clareza sobre o propósito dos florais, o que eles representam em nossa vida e de que forma eles atuam nos desequilíbrios, transtornos, síndromes e na prevenção de doenças. Então, decidi escrever este post com algumas considerações que podem contribuir para as pessoas que ainda têm dúvidas ou desejam escolher com mais consciência um sistema floral, visando cuidarem-se melhor e integralmente.

Primeiro, precisamos lembrar que os sistemas florais são desenvolvidos a partir da natureza (plantas, minerais, árvores, flores, fungos, líquens, cristais vegetais e minerais e de ambientes naturais) e de princípios científicos (física quântica) e que todo e qualquer tipo de doença tem ligação com os conflitos da alma ou espírito da pessoa (essência do ser) e com a sua personalidade (o ser a partir de suas vivências).

A questão genética, por outro lado, é determinante quando se trata de doenças ligadas ao DNA fixo (que representa de 3 a 6% do nosso DNA).  O restante do nosso DNA é volátil, energético, e portanto, mutável, sujeito a mudanças.

Outra questão a ser considerada para compreender o sentido de tomar florais é que viver, experimentar a vida muitas vezes envolve contradizer a nossa essência, o que gera traumas, enfrentar convenções sociais e culturais, e, inevitavelmente, os conflitos.  Assim, as doenças se estabelecem das mais diferentes formas, não estando presentes somente no nosso corpo físico, mas também nos nossos corpos mais sutis.  Quando existe uma sintonia entre a nossa alma (espírito) e a nossa personalidade, nossa vida se torna mais equilibrada, mais saudável em todos os sentidos.  Caso contrário, as doenças se estabelecem e evoluem, acumulando vários tipos de desequilíbrios que nos tiram a alegria de viver, desequilíbrios esses que podem se tornar irreversíveis.

Segundo o Dr.Bach, que nos anos 30 criou e desenvolveu o primeiro sistema floral do mundo, todas as doenças provêm de sete sentimentos/comportamentos do ser humano:  o orgulho, a crueldade, o ódio, o egoísmo, a ignorância, a instabilidade mental e a cobiça (gula no sentido amplo da palavra).  O equilíbrio seria decorrência da inversão destes estados, nos conduzindo à humildade, a bondade, amor, a doação, a sabedoria, estabilidade mental e emocional, ao desapego .

Quando tomamos florais (ou essências vibracionais) estamos acessando a energia, a bio-informação que vai influenciar na frequência do nosso campo (ou sistema) que é a soma dos nossos corpos (físico e sutis), nossa mente consciente e inconsciente, nossas emoções (ondas de energia com frequências específicas), interpretadas pelo nosso cérebro.  Os florais nos ajudam a entrar em estados de reequilíbrio, saindo da polaridade negativa (nociva) para a positiva (saudável).

Ao tomar florais, há uma diferença entre trabalharmos aquilo que a pessoa é (personalidade e temperamento) e aquilo que a pessoa se tornou ou os estados que se desenvolveram por meoi das suas experiências de vida, embora, frequentemente, as pessoas afirmem para si mesmas e para os outros que são algo que na verdade se tornaram por meio dos seus sofrimentos crônicos.   Por exemplo, o indivíduo por acreditar que a ansiedade faz parte do seu temperamento, quando, de fato, a ansiedade é um transtorno que se instalou como decorrência dos desequilíbrios.

No processo do tratamento floral, portanto, considera-se as tendências naturais da pessoa, que estão em sua personalidade e temperamento (a base constitucional  hereditária, dimensão biológica e instintiva da personalidade),  e também os desdobramentos decorrentes das suas experiências de vida ou os estados que se desenvolvem a partir de suas experiências de vida e que se manifestam por meio de contextos, hábitos, crenças, atitudes, sentimentos, convicções, comportamentos etc.

Os florais funcionam como instrumentos de limpeza, purificação e ativação de estados nascentes (aspectos latentes do nosso ser) para que possamos ser mais nós mesmos e, assim, experimentarmos a vida com mais lucidez, consciência e discernimento.  Ao tomar florais, ativamos um processo de despadronização de sentimentos e hábitos (comportamentos) nocivos, que atrapalham aproveitarmos a nossa vida com mais plenitude e sentido.

Estes padrões nocivos são, muitas vezes, desequilíbrios que se desenvolveram em resposta ao nosso meio ambiente e não desequilíbrios inerentes à nossa personalidade/temperamento.  Assim, num tratamento floral, trabalhamos desde as questões presentes (que mais nos incomodam) como também as questões mais profundas, que envolvem fundos emocionais e seus aspectos subconscientes e inconscientes.

Outra consideração a ser feita é a importância de um terapeuta floral que oriente a pessoa, tanto na escolha dos florais quanto no acompanhamento do seu processo, pois para tomar florais sozinho, é necessário que a pessoa esteja num estágio mais avançado de autoconhecimento e de consciência sobre si próprio e seus limites, o que ainda é raro nos dias de hoje.

Além disso, não é tão simples exercitarmos a honestidade com nós mesmos, devido à nossa auto-imagem idealizada e a questões do ego.  Outro ponto importante: é necessário levar em conta o quanto a pessoa tem ressonância com o sistema floral que pretende adotar, pois não há floral melhor ou pior e, sim, o melhor sistema floral para a pessoa naquela fase de sua vida.

Outro motivo para tomar florais com a orientação de um terapeuta é o trabalho do terapeuta que inclui não expor um fundo emocional para o qual a pessoa não tenha estrutura para enfrentar.  O que não significa que alguém só deva sentir sensações agradáveis quando toma florais.  Muitas vezes, o processo de tomar florais nos revela questões e situações que podem nos incomodar bastante, o que não significa que não tenhamos condições de enfrentá-las.  Além disso, para lidarmos com as nossas “crises de cura”, sempre podemos contar com florais de apoio ou emergenciais, que nos ajudarão em nossa sustentação e ancoramento das energias necessárias para o enfrentamento que precisamos vivenciar.

Ao refletirmos sobre o sentido de tomar florais, temos que entrar também na questão da autoconsciêntica, autorresponsabilidade e jornada pessoal de autocura.  Entre os propósitos do florais, está o de ajudar as pessoas a compreenderem e sentirem-se responsáveis pelos cuidados com sua saúde, com o seu bem-estar e por encontrar seu lugar neste mundo.

Entender o papel que temos ou tivemos em nossas doenças e desequilíbrios é outro propósito básico dos florais, que contribuem para eliminar padrões de retroalimentação das doenças, conduzindo-nos a processos de recuperação da harmonia, de autocura (mais saúde, mais autoconhecimento, mudanças de mentalidade e comportamento).

A participação consciente da pessoa em sua toma de florais é fundamental, ou seja, ela precisa compreender porque e para que está tomando aquele floral.  Somente bebês, crianças pequenas ou pessoas que estão inconscientes devem tomar florais de forma passiva.  Assim, na minha forma de trabalhar com os florais, levo em conta não somente o estado da pessoa, mas também aspectos do seu campo energético e bio-informacional, que exigem uma maior conscientização e reflexão ativa.

Mais uma consideração é lembrarmos que muitas pessoas ficam apegadas às suas doenças, porque, por meio delas, obtêm “vantagens” ou privilégios que não querem perder tais como:  atenção de outras pessoas, comodismo, acomodação, justificativa para não se trabalhar ou trabalhar, entre muitas outras.  Esses benefícios podem ser reconhecidos pela pessoa num nível consciente e/ou inconsciente.  E lembre-se sempre:  florais não ajudam a curar aqueles que não querem curar-se.

Mudanças em nossas vidas, que muitas vezes parecem impossíveis, acontecem sim!  Desde que nos encorajemos ou sejamos encorajados por verdadeiros amigos, familiares ou profissionais de saúde a compreender a nossa própria personalidade, temperamento e as situações que nos levam aos mais diversos estados e situações de vida.

Os sistemas florais são como uma benção em nossas vidas, são recursos valiosíssimos de que dispomos para sair de estados de estagnação e alavancá-los para atividades dentro de um  campo de novas possibilidades para as nossas vidas, dentro da verdadeira abundância!

Aproveito para convidar você para a leitura de outros posts nos quais abordo sistemas florais:

Sistema Floral Joel Aleixo: a alquimia transforma !

Florais de Bach

Sistema Fisioquantic:  a modulação e indução frequencial viabilizando a harmonização energética do organismo

O encanto e a beleza das essências vibracionais Ararêtama

 

 

O encanto e a beleza das essências vibracionais Ararêtama

Apesar de todo o seu desmatamento (mais de 90%!), a Mata Atlântica continua sendo uma das maiores biodiversidades do Planeta Terra e de algumas das maravilhosas formas de vida desse ecossistema que provem as energias inspiradas e inseridas nas essências que compõem o sistema de essências vibracionais Ararêtama.

Ararêtama chegou a mim em novembro de 2018, quando tive a oportunidade de ouvir e aprender com a sua criadora e canalizadora, Sandra Epstein, que por meio de um processo vivido os produz há mais de 20 anos.  O principal indicador de que o sistema Ararêtama seria incorporado ao meu trabalho de terapeuta floral foi a imediata e profunda alegria de alma que senti.

Sandra e eu = grande encontro

O que me encantou de imediato foi compreender como as qualidades ambientais do ecossistema da Mata Atlântica são também preciosas para atuar no processo de cura dos nossos corpos sutis, contribuindo valiosamente com a nossa consciência interior e conexão com a Terra.  A Mata Atlântica é um patrimônio ambiental de toda a humanidade, pois contém mais bactérias, fungos microscópicos, protozoários e algas do que qualquer área equivalente de solo europeu ou norte-americano, significando uma valiosíssima contribuição à medicina, agricultura, indústria e equilíbrio biológico do planeta.

Outro aspecto do sistema  Ararêtama que aprecio muito é o convite que nos faz para assumir uma jornada de autocura, tomando essências vibracionais com autoconsciência e propósito, pois este princípio está contido na essência do meu trabalho de terapeuta:  encorajar meus clientes a se libertarem do condicionamento de submissão a profissionais de saúde e assumirem-se como protagonistas de sua própria saúde, de seus caminhos de vida.

Muitas vezes, adormecidos, não nos damos conta de que muitos problemas e bloqueios em nossas vidas são decorrentes da nossa incapacidade de acessar recursos interiores para lidarmos e enfrentarmos todos os desafios do nosso trabalho interior, que envolvem a nossa vontade real de descobrir a nossa verdadeira origem (quem somos em essência), nutrirmos nossa alma, nos energizarmos a cada dia, nos movermos para realizarmos o que nos propomos, nos relacionarmos conosco e com os outros, vivermos o presente, nos libertarmos do passado, de pesos inúteis, da vitimização, do medo da expansão e do novo, de acessar a nossa sabedoria, de reconhecermos e vivermos a nossa verdade interior, de conseguirmos nos manter abertos à vida, sem nos fragilizarmos e nos machucarmos.

O sistema vibracional Ararêtama pode tanto nos ajudar nesses desafios como também nos fortificar naquilo que já temos mais destreza; naquilo em que sentimos que estamos em maior equilíbrio, satisfeitos em nossas vidas, dando vazão aos nossos potenciais criativos latentes.

Ao usar as essências Ararêtama, apenas nesses primeiros meses de trabalho comigo mesma e com os meus clientes,  já tenho constatado efeitos muito benéficos para lidar com questões como pensamentos e emoções obsessivas, resistências, inflexibilidade, sensação de abandono que causa tristeza,  ansiedade, medo de iniciar novos ciclos, sentimento de desproteção, dificuldade em perceber suas limitações e como trabalhá-las.  Imagino o quanto descobrirei e aprenderei vivenciando e tralhando com o Sistema Ararêtama!

O sistema de essências vibracionais Ararêtama está ligado a um agrupamento de campos energéticos, representado fisicamente pelo ecossistema da Mata Atlântica e participa, com suas essências relacionadas aos graus de evolução, do trabalho de despertar a consciência, ressoando em harmonia com a rede universal de energia, lembrando que o cosmo é como uma “teia de inter-relações eletromagnéticas e movimento quântico” (subatômico).

Eles contribuem para que possamos nos conectar com a nossa essência por meio do amor, da abundância, do sentido da vida. São 35 essências de árvores, flores, bromeliáceas, raízes, plantas, cogumelos, fungos, seivas, líquens, cristais vegetais e minerais, ambientes naturais, que são canais de uma “rede original” que nos nutre o tempo todo e, ainda mais, quando aprendemos a acessá-la por meio dos avanços que sentimos no coração, persistindo no nosso trabalho interior.

A produção das essências Ararêtama envolve várias esferas de compreensão, não se limitando a um processo de produção e ,sim, abrangendo dimensões mais sutis.   Sinto-me abençoada por me sentir parte dessa egrégora e ainda contar com mais um recurso valiosíssimo para desenvolver o meu trabalho de terapeuta e de cumprir a minha missão de vida.

Referência bibliográfica:  Essências Vibracionais da Mata Atlântica – A Jornada da Consciência Desperta, Sandra Epstein, Triom, 2ª edição, São Paulo, 2011.

 

Qual padrão vibratório você está atraindo para a sua vida?

Eu gosto muito de escrever no meu blog sobre a espiritualidade, porque não tenho mais dúvida sobre o quanto ela é básica para mantermos a nossa saúde, bem-estar e vitalidade, para vivermos a vida com coragem e cada vez mais capacidade de amar.

Eu não estou falando aqui de religião.  A religião pode ajudar ou não nesse processo.  A questão aqui é o campo áurico, energético ou vibratório de uma pessoa, porque é a condição desse campo que vai determinar esse padrão, por meio de um processo de sintonia com a Luz ou com as Trevas.

Por exemplo, quando estamos com muita raiva, muito ódio (consciente e/ou inconscientemente) essa energia sai das nossas emoções e é emitida através de uma onda de energia que flui.  Essa onda de energia, por sua vez, coloca todo o nosso campo áurico (vibratório) numa vibração de raiva, ódio que, pela Lei da Atração (Lei Universal), vai atrair todo o tipo de energia ligada a essas emoções, tanto pessoas ou situações bem concretas, quanto forças invisíveis maléficas (deletérias).

É assim que as situações acontecem em nossas vidas. Atraímos  aquilo que emitimos por sintonia e não nos damos conta de que desencadeamos um processo de criação de um grande campo de energias e informações nocivas que nos arrastam, pois esse campo vai aumentando como uma bola de neve, à medida que mantemos esta frequência vibratória.  E lembre-se:  nosso campo é composto de muitas energias e informações não somente nossas, mas também de padrões familiares, grupais e coletivos, que nos influenciam de acordo com o nossas intenções e padrões vibracionais.

Essa, na minha visão, é a questão básica da espiritualidade:  entrar em simbiose com as forças da Luz ou das Trevas.  Forças da Luz:  amor incondicional, liberdade, sabedoria, criatividade, co-criação, verdade, beleza, coragem, iniciativa, flexibilidade, forças invisíveis da Luz, do bem.  Forças das Trevas:  ignorância, medo, arrogância, mentira, ódio, voracidade, submissão, forças invisíveis das trevas, do mal.

A espiritualidade pode ser associada à capacidade da pessoa criar um campo áurico saudável.  Como?  Cada um tem que descobrir o seu jeito de fazer isso.  Um dos caminhos que sinto ser inevitável é o da oração.  Me refiro aqui à desenvolvermos a nossa capacidade de sentir devoção, em nosso mundo interior, independentemente do que ocorre no mundo exterior.

Ativar a capacidade devocional das pessoas pode ser um remédio para o que vivemos em nosso mundo atual.  Porque a devoção nos sintoniza com campos energéticos saudáveis.  Quando uma pessoa reza (de coração) para Deus, Jesus, um santo ou qualquer entidade alinhada à sua fé, à sua verdade, ela ativa a sua capacidade de devoção (fé).

É essa atitude de devoção (sentida no coração, nas entranhas) que faz com que as forças da Luz ajudem de alguma forma. Por quê?  Porque faz mudar o campo vibratório da pessoa.  É essa mudança que faz com que a situação melhore, ou novas oportunidades surjam, ou mesmo uma cura se realize.  A oração, como invocação, cria uma força.  São invocadas Forças da Luz, Forças Divinas.  Muitas vezes, de formas que a pessoa nem imaginaria!  Ou nem considerou em seus pedidos e afirmações durante as suas orações.

Dentro das nossas limitações humanas não temos condições de obter todas as respostas que gostaríamos a respeito de como essa ajuda das Forças da Luz chegam a nós.  No entanto, temos condições de alimentar a nossa devoção colocando a espiritualidade em primeiro lugar em nossas vidas.

Se você já está no seu caminho espiritual certamente você já sente as bases sólidas para uma vida mais plena.  Se você não sabe nem por onde começar a desenvolver a sua espiritualidade, deixo aqui uma dica que pode lhe ajudar.  Muito das minhas inspirações para eu desenvolver a minha espiritualidade e escrever meus posts vem também das aulas do professor e cientista Laércio Fonseca (Caminho da Luz).  Entre no Youtube e você encontrará várias aulas gratuitas que certamente vão, no mínimo, lhe inspirar a encontrar o seu caminho espiritual.

O que importa é lembrarmos, todos os dias, que somos capazes de criar o nosso campo energético, de atrair forças espirituais poderosas, de criar sintonia com as Forças da Luz,  para nos ajudar em qualquer situação, começando pelas situações que estão dentro de nós mesmos. A nossa atitude de evocar essas forças faz grande diferença em nossas vidas!

Convido você para ler outros posts sobre ESPIRITUALIDADE no blog!

A espiritualidade é a prioridade

Espiritualidade: Novas possibilidades que estão além do nosso pensamento atual

Espiritualidade:  nosso coração em compasso  

Fazemos parte do Universo.  Só por este motivo, a espiritualidade é a base da nossa existência.  Somos espíritos vivendo uma experiência humana e, muitas vezes, com a vida atribulada que levamos, nos esquecemos disso.

Para mim, espiritualidade é, majoritariamente, trabalho interior que envolve experiências, vivências e não teorias, dogmas, doutrinas e filosofias.  Constatar e vivenciar todos os aspectos da nossa existência humana é exercer a nossa espiritualidade.  

Com a enxurrada de estímulos e informações que recebemos diariamente, um dos nossos maiores desafios, que pode ser considerado um desafio espiritual, é aprendermos, através de vivências, a direcionar convenientemente nossas percepções, sensações e atenção para a coisa certa, no momento certo. 

As sensações e percepções são atributos do espírito.  Como afirma Francisco do Espírito Santo Neto, no livro As Dores da Alma, “quanto maior o estado de consciência do indivíduo, maior será sua capacidade de perceber a vida, que não se limita apenas aos fragmentos da realidade, mas, sim, à realidade plena”.   

É entrando em contato com nós mesmos que podemos exercer a nossa espiritualidade, pois a partir desse contato, é que temos melhores condições de interagir com o mundo externo que nos rodeia:  pessoas, situações e todos os acontecimentos, criados pelas nossas consciências individuais e coletivas.  A partir desse contato com o nosso mundo interno é que podemos perceber, sentir as dimensões de realidade.

As emoções de medo e as dependências emocionais são grandes obstáculos para exercermos a nossa espiritualidade.  Dependências emocionais como a de ser aprovado, admirado, reconhecido e amado são, na minha visão, as que mais atrapalham o exercício da nossa espiritualidade, porque sobrecarregam as energias dos nossos chakras cardíaco e do plexo solar, provocando um vazio constante, um descompasso em nosso coração. 

Assim, viver a nossa espiritualidade requer o despertar dos nossos condicionamentos e certezas, descobrirmos quem somos e colocarmos as nossas vidas a serviço da LUZ.

Transcender as nossas emoções passageiras para reconhecermos o que verdadeiramente sentimos sobre nós mesmos e sobre o sentido da nossa vida.  E então, com a nossa Luz sempre fortalecida, servimos ao mundo não como compensação para culpas e angústias e, sim, como seres interconectados por uma força maior.

Assim, temos que ter cuidado com as nossas “verdades” para praticarmos a espiritualidade,  pois elas nos iludem, dando a sensação de “segurança”, uma falsa segurança que apenas nos aprisiona no nosso mental automático, impedindo-nos de pensar e agir verdadeiramente, com espontaneidade, porque nos leva a ir de acordo com o clima de temor que nos envolve todos os dias. 

Nosso centro é o nosso espírito, a nossa alma, a nossa essência divina por meio da qual testemunhamos tudo o que ocorre dentro e fora de nós.  Praticar a espiritualidade é dar espaço a essa essência, para que possamos acessar o tesouro de sabedoria que está à nossa disposição, em nosso inconsciente pessoal e no inconsciente coletivo. 

A espiritualidade é a base para que todas as áreas da nossa vida fluam saudavelmente. É preciso aprender a parar de nos conectar com a consciência do outro e passarmos a nos conectar com a nossa própria consciência.  Ficarmos atentos ao que está por trás das aparências.  Ouvir o nosso ritmo interno através da nossa respiração e das batidas do nosso coração. Desenvolver a nossa intuição, inspiração e percepção da realidade.  Valorizar o nosso mundo íntimo, tão ignorado na nossa cultura materialista.

Praticar a espiritualidade nos faz perceber mais facilmente os toques que o Universo nos dá, ou os recados de Deus, que chegam abundantemente em nossas vidas.  Viver a nossa espiritualidade é aprender a reconhecer esses sinais e praticar o que eles nos inspiram, para o nosso bem e para o bem do todo !

Terapeuta e Cliente:  um vínculo que precisa ser compreendido  

Depois de 10 anos atuando como terapeuta, decidi escrever este post para expressar a minha visão sobre como vejo o vínculo que se cria entre terapeuta e cliente.  Percebo que, atualmente, existem muitas terapias e técnicas, no entanto, nem sempre temos pessoas que se prepararam e se aprimoraram para trabalhar essas técnicas.  Também existem muitas pessoas interessadas em terapias, no entanto, é comum aparecerem muitas dúvidas na hora de escolher os terapeutas e as terapias. 

10 anos de caminhada como terapueta

O que é ser terapeuta?  A resposta para essa pergunta vai variar muito.  No entanto, acredito que existe um fato na vida de todo o profissional de saúde:  de alguma forma ele foi convocado a fazer um trabalho interior primeiro com ele mesmo para, então, atender as pessoas.  Afirmo isso porque acredito que qualquer profissão é uma reparação, ou seja, de alguma forma nos curamos através do nosso trabalho profissional, que vai nos desafiar de várias formas e também vai fazer florescer os nossos talentos, inclusive os mais ocultos.

Para mim, ser terapeuta é interagir com conhecimentos e técnicas, com a experiência, com a própria sabedoria e espiritualidade e buscar aplicar tudo isso, na prática, da forma mais simples possível.

Penso que a desqualificação do terapeuta desestrutura a vida do terapeuta e a vida do cliente.  Um terapeuta despreparado pode desestruturar tanto o seus chackras quanto os chakras do cliente.  Ter boas intenções, um bom coração, não é suficiente para lidar com a energia e a história do outro.  É preciso trabalho interior, treino, consciência e auto-responsabilidade pelo processo de se tornar e ser terapeuta.

Um dos principais desafios do terapeuta é estar preparado para aceitar o sofrimento do outro.  Mesmo porque, cada um vive o seu processo, ninguém pode viver o processo de outra pessoa.  Quando atendo o meu cliente, tenho sempre em mente que eu jamais poderei fazer por ele (a) o que ele(a) mesmo(a) tem que fazer.  Percebo que muitos terapeutas confundem compaixão com ter que intervir na vida do cliente.  Acredito que terapeutas emaranham mais com os clientes do que clientes emaranham com terapeutas. Portanto, é preciso cuidado para que o terapeuta não se envolva energeticamente com os seus clientes.

Pela minha experiência, percebo que nem sempre o que o cliente fala é importante, porque ele pode estar falando apenas das suas interpretações sobre os fatos de sua vida.  Ou apenas encobrindo fatos que ele não tem coragem de expor.  Por isso, penso que o grande papel do terapeuta é ajudar a pessoa a voltar-se para ela mesma e não para as interpretações que ela faz dos acontecimentos em sua vida.

Assim, lidar com as emoções (que vem do ego) e as informações (ou bioinformações) que estão no campo da pessoa é outro grande desafio do terapeuta.  Quanto trato uma pessoa, estou tratando o campo dela que é composto de energia e informação. Eu tenho que trabalhar em vários aspectos da vida da pessoa, que envolve vários campos sistêmicos.  Da mesma forma, o terapeuta tem que tomar muito cuidado com interpretações.  A interpretação é uma questão delicada nos processos terapêuticos. O terapeuta tem que olhar sentindo, tomar muito cuidado para não cair nas armadilhas da mente, que seduz, engana, ilude.  A interpretação e o excesso de compreensão tiram a força do cliente.  Exemplo:  quando um terapeuta explica demais pode bloquear o campo que está sendo tratado.

Trabalhando várias áreas do campo

Todo terapeuta, uma vez que se dispõe a atender outras pessoas, precisa, antes de mais nada, conseguir, dentro do seu processo pessoal, limpar e curar tudo o que os clientes trazem, que, muitas vezes, é parecido com o que ele sente, pois isso é um chamado da vida para o terapeuta curar primeiro ele mesmo.  Caso contrário, o seu campo de atendimento ficará limitado às suas questões pessoais, que provocarão também limitações no seu campo de atuação como terapeuta.

É muito importante o terapeuta avaliar, constantemente, quais são essas questões, qual a sua responsabilidade nos processos que acontecem na sua vida e limpar essas informações do seu campo.  Também é fundamental o terapeuta  se trabalhar a ponto de não se identificar, para que se torne apenas um instrumento de cura, sem acionamentos emocionais nele mesmo.

Outro cuidado que o terapeuta precisa tomar é o de não alimentar preocupações com o seu cliente, porque a preocupação é uma forma-pensamento que mais atrapalha do que ajuda.  Quando surgem situações difíceis com o cliente, é muito importante estar atento(a) à compreensão e não ao sofrimento ou à preocupação.   A transformação acontece na ação.

É fundamental que o terapeuta se desconecte energeticamente do seu cliente, caso contrário trará problemas tanto para ele (a) quanto para o cliente, como, por exemplo, a dependência.  Com a experiência, o terapeuta vai desenvolvendo uma percepção do campo do seu cliente, e percebe se ele está mais ou menos pronto para acelerar o seu processo de autocura.  O trabalho de um terapeuta tem que ser consciente.  Inclusive para ele se desconectar do cliente.

Entendo que um terapeuta tem que ter força em seu campo (energético e informacional) para sentir-se merecedor e em condições energéticas de atender o seu cliente, como um facilitador.  Caso contrário, haverá a identificação e isso é nocivo tanto para o terapeuta quanto para o cliente.

Por isso, outro aspecto fundamental na vida de um terapeuta é o quanto ele está conectado com a energia da prosperidade, qual é a sua compreensão de abundância, para que o seu campo pessoal possa atuar em níveis superiores.  O terapeuta não atende só com a sua mente.  Ele atende principalmente através da energia do campo.  Assim, no processo de atendimento é necessário atenção e cuidado com as energias intrusas.  Elas costumam se instalar quando a verdade que o campo do cliente traz é encarada de frente, trazendo o que ele precisa trabalhar prioritariamente.  Energias de abuso de qualquer natureza, por exemplo, são portas de entrada para energias intrusas.  Mergulhar na dor também dá espaço para energias intrusas.  Portanto, o terapeuta sempre precisa preparar-se energeticamente para as consultas e tratamentos de seus clientes.

A questão financeira é outro aspecto relevante nos processos terapêuticos.  Observo muitos terapeutas com dificuldades para lidar com a energia do dinheiro:  desde cobrar de forma justa e profissional pelo seu trabalho até administrar as suas finanças.  O terapeuta ajuda, facilita através do seu trabalho e é energeticamente recompensado com o dinheiro.  Ser terapeuta é uma missão e ele ganha dinheiro por consequência.

A auto-responsabilização é outro aspecto relevante de um processo terapêutico.  Tanto o terapeuta quanto o cliente têm responsabilidades a assumir. Alias, é mais fácil o terapeuta mexer no núcleo de problemas dos seus clientes do que nos seus próprios.  Por isso, penso que um terapeuta de verdade é aquele que consegue trabalhar com resultados para si mesmo.  Na medida em que eu me curo, eu ajudo a curar outras pessoas.

Nesse contexto estão as situações chamadas de “urgentes”.  Muitos clientes acreditam que porque pagam um terapeuta, o mesmo vai servi-lo dentro de qualquer necessidade.  Terapeuta não atende urgências.  Quem atende urgências são pronto socorros, hospitais, médicos. E o terapeuta precisa estar consciente de que ajudar o cliente é diferente de submeter-se ao cliente.

O terapeuta é um canal de cura e não é só por meio de palavras que ele age terapeuticamente.  As palavras servem para o esclarecimento.  O trabalho do terapeuta é no campo.  O terapeuta trata sistemas diversos que fazem parte da vida do cliente.  É a maturidade que vai trazendo ao terapeuta uma habilidade cada vez maior de lidar com o seu próprio campo e com o campo do cliente.  Quando estou no campo, estou em outro nível de consciência.  E inclusive posso perceber quando é o ego e quando é a essência do meu cliente que se manifesta.

Aprender a acionar o inconsciente do cliente é a questão de ser terapeuta.  O terapeuta tem que fazer uma estruturação de campo que vai abrir um portal, criar uma ressonância grande para que o campo do cliente possa ser conduzido a novas possibilidades.  O terapeuta sempre tem que estar atento sobre qual ressonância ele está criando nos seus clientes.  Se  os clientes me procuram com questões parecidas com as minhas, é um sinal de que preciso mergulhar nessas questões e tratá-las.  Uma mente poderosa não necessariamente é uma mente preparada.  Há mentes poderosas que penetram as pessoas.  Só ancorado é que o terapeuta pode ser benéfico.  Ou seja, criar ressonância momentânea, se retirar, se reestruturar e honrar a pessoa e a sua história.  O terapeuta tem que tomar muito cuidado para não alimentar o círculo vicioso de prender, aprisionar o cliente.  Terapia não é dependência.

Abrir o portal para novas possibilidades

Na minha visão, o terapeuta tem que estar sempre em formação! Mudar a si próprio, elevar a consciência e discernir sobre o que é preciso focar numa terapia é um grande desafio para o  terapeuta.   Um terapeuta não pode se perder em sua caminhada em nome de atender os seus clientes.  Ou seja, em primeiro lugar vem a caminhada do próprio terapeuta para, então, ele (a) ter condições de cuidar de outras pessoas. O terapeuta tem que olhar para os seus próprios processos dolorosos, ter uma disponibilidade interna para se fazer olhar, aflorar e curar por mais que isso doa…é um trabalho interior que vai até o fim da vida !

Tanto o terapeuta quanto o cliente precisam caminhar expressando sua vida com plenitude e amor. O terapeuta é um facilitador da cura, não a causa da cura.  Para mim, um bom terapeuta é aquele que, independente de conhecimentos, técnicas, protocolos, metodologias, ajuda a ampliar o nível de consciência do seu cliente.

Acredito que, independente de estarmos no papel de terapeuta ou cliente, todos nós estamos aqui para trazer algo libertador para nós e para o mundo.  Temos que ficar atentos para perceber os encadeamentos que o Universo faz para estarmos onde e com quem precisamos estar. Isso vale para terapeutas e clientes!  Ao mesmo tempo, nossos egos (nossas “certezas”) muitas vezes nos levam a caminhos que não necessariamente são saudáveis para nós. Portanto, orai e vigiai.  Interiorização e atenção.  Trabalho interior, hoje e sempre !

A importância do sofrimento e da tristeza em nossas vidas

Admiro muito o Professor Laércio Fonseca.  Ouço e procuro praticar suas aulas constantemente e o considero uma grande inspiração para o meu trabalho interior.

O Prof. Laércio é físico, cientista, espiritualista universalista, escritor, músico, cantor, médium, sensitivo, ufólogo e comunicador.  Este post foi escrito a partir das anotações que fiz em uma de suas aulas e decidi compartilhá-las com vocês, porque sinto que é um tema fundamental para compreendermos as mudanças que estamos vivendo no planeta Terra.  Espero que você aproveite!

Sofremos porque somos almas esquecidas e enclausuradas dentro de corpos.  Daí vem o sentimento profundo de solidão.  A tristeza, por sua vez, vem desse sentimento de solidão.  A ignorância é a causa fundamental do sofrimento.

A boa notícia é que podemos romper com esse sofrimento, aqui mesmo na Terra. Como vencer o obstáculo da solidão?  Viva o silêncio!

Sentindo-nos presos ao nosso corpo alimentamos a solidão.  A  meditação é um caminho para nos desvencilharmos desse sentimento, mesmo vivendo a nossa experiência humana na Terra.  Quando o nosso espírito estiver pronto o nosso corpo também estará.

Estamos vivendo uma revolução que afeta diretamente o nosso espírito.  Enfrentar a solidão através da própria solidão ! Em outras palavras:  estamos vivendo o despertar para descobrirmos a nós próprios.  O silêncio é o maior de todos os mestres.

Jesus já dizia:  “buscar o espírito e despertar é a iluminação”. Fazer de nós mesmos o nosso centro é a questão.  Deixar o silêncio ser o nosso verdadeiro mestre, não temer o silêncio.

Romper com a ignorância também é parte do processo de transmutação do sofrimento.  Viver buscando a moderação, a harmonia, o caminho do meio, como nos ensinamentos budistas, leva ao rompimento cada vez maior da ignorância, ampliando nossa consciência e permitindo nos libertarmos cada vez mais das amarras do ego, das ilusões. Assim, podemos avançar em nosso caminho espiritual que é o contato cada vez maior com a nossa alma cósmica.  A solidão e a tristeza ocorrem, porque perdemos o contato com a nossa alma cósmica.

Por isso, volte-se para si mesmo!  Pare de procurar no outro ou nos outros ou fora de você aquilo que está dentro de você mesmo:  o seu eu superior.  E então o amor, decorrência da harmonia, poderá expressar-se, materializar-se  através de atos.  Em outras palavras:  não perca seu tempo querendo mudar a vida dos outros.  Mude a sua, descubra a si próprio e desperte !

No poema de Lao Tsu, fica claro que as regras são criadas nas trevas:

“Quando o homem deixou de viver pela sua verdadeira alma, foi decretada a autoridade paterna e a obediência dos filhos.  E quando toda uma sociedade perdeu a sua própria alma, foi decretada a autoridade do governo e a lealdade dos cidadãos”.

Seja um guerreiro da Luz!  Não tenha medo da solidão e trilhe seu caminho espiritual, a base para uma vida plena.

Fonte:  Prof. Laércio Fonseca