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O que a sua empresa vibra?

Você já considerou que administrar a sua empresa somente com base nas suas ideias e pensamentos não basta?  Que para atingir resultados realmente benéficos para o todo, a sua empresa precisa ser compreendida por meio do seu padrão vibracional? Não sabe o que eu quero dizer? Então, vou explicar o conceito de padrão vibracional da empresa.

Primeiro, vamos lembrar que tudo no Universo é vibração.  Assim como as células do nosso corpo, a empresa também funciona como as células, pois é um organismo complexo vivo, com seu próprio campo vibracional atômico nuclear.  Essa vibração é uma frequência que carrega tipos de informações.  Dependendo do tipo de informações, haverá um tipo de frequência, de padrão vibracional.  Uma empresa não necessariamente vibra o que os seus donos pensam ou imaginam sobre ela.  Ela vibra muito mais o que seus donos sentem sobre ela e a forma como seus donos se comportam em relação a ela, o que também influencia as outras pessoas que direta ou indiretamente fazem parte dessa empresa.

Os fatos evidenciam que estamos vivendo um cenário de desestruturação econômica e ambiental, exigindo esforços fenomenais no mundo dos negócios éticos, inclusive a revisão de modelos tradicionais de gestão, de caráter mecanicista, que estão superados.  Esses fatos também evidenciam que é preciso rever conceitos e paradigmas sobre empreender e administrar empresas.

Acredito que, cada vez mais, as empresas terão papéis fundamentais na sociedade, no sentido de transformações humanas, necessárias para vivermos novas realidades econômicas, sociais, culturais e políticas em nosso país e em nosso planeta.  Ou seja, os donos e dirigentes das empresas precisarão, cada vez mais, sintonizar-se consigo próprios e com os rumos da humanidade.

O que estou propondo é que você reflita sobre o que a sua empresa vibra. Qual é o padrão vibracional da sua empresa?  Que tipo de progresso a sua empresa revela através dos fatos?  Qual é a percepção dos seus funcionários sobre a sua empresa? Quais recursos, além dos físicos, você considera para tocar o seu negócio? Você percebe o quanto a forma de você encara e administra a sua própria vida afeta a sua empresa?

O padrão vibracional de uma empresa tem muita ligação com os recursos interiores de cada ser que, de alguma forma, faz parte do campo energético daquela empresa, especialmente dos que estão em posições de propriedade/liderança/comando.  Em geral, esses recursos interiores são pouco considerados e, no entanto, eles influenciam diretamente no padrão vibracional das empresas. Ter consciência dos seus próprios potenciais humanos e acioná-los em suas ações empreendedoras/técnico-administrativas pode proporcionar grandes diferenças na vida e nos resultados de uma empresa.

A visão que proponho é considerar a gestão de uma empresa como também uma gestão vibracional, que certamente começa na administração individual dos líderes da empresa, podendo transformar enormemente os resultados de qualquer administrador de empresas.

O empresário que se organiza os seus pensamentos, ideias e também sentimentos tem muito mais chances de êxito na sobrevivência e desenvolvimento de sua empresa diante do cenário que vivemos, inclusive contribuindo com a evolução de si próprio e de outras pessoas.

Objetivo Financeiro:  uma questão que transcende “o exato”.

Neste post, quero explicar mais um pouco sobre o propósito e como funciona a Mesa Radiônica 77 Símbolos Sagrados de Abundância Financeira, que vou chamar de MR77, e a importância da definição do objetivo financeiro, fundamental para a realização da mesa.

Lembro que a MR77 trabalha questões financeiras, monetárias a partir de um objetivo definido, que corresponde a:

  • fatos da vida da pessoa, que são consequências dos estados vibracionais e padrões de comportamento da pessoa ( dívidas, negócios ligados a compra e venda, ausência de projetos, objetivos e metas financeiras, desemprego, empreendimentos sem êxito, falências etc.);
  • estados nos quais a pessoa se encontra (ex.: dificuldades momentâneas com o dinheiro, medos em relação ao dinheiro, contextos de vida que dificultam uma visualização clara dos fatos,  inexistência de táticas/estratégias para a vida material etc.);
  • padrões ou modelos de comportamento que a pessoa adota inconscientemente e que afetam sutilmente e poderosamente a sua vida (inclusive material), tais como:  respostas a traumas, questões espirituais, ilusões, impregnações de estruturas energéticas de pensamento familiar, grupal e coletivo, sistema de crenças limitantes sobre dinheiro, confusão mental e emocional, vícios de interpretação sobre os fatos, entre outros.

A MR77 é indicada para pessoas que estão dispostas a rever a sua relação com o dinheiro e vivenciar uma nova experiência na área material, decidindo assumir mais autorresponsabilidade diante da sua própria vida.  O primeiro passo, é refletir ativamente sobre o seu momento financeiro e escrever um objetivo que seja:

  • específico (focado)
  • mensurável (que possa ser avaliado em termos de êxito)
  • atingível (que seja definido “com os pés no chão”, sem devaneios, ilusões)
  • relevante (em nome de que o objetivo foi definido/que leve em conta valores centrais da pessoa/que faça sentido/que tenha significado para a pessoa)
  • e que considera o tempo (prazo para ser concretizado/visão de curto, médio e longo prazos),

Tudo isso tem o objetivo de iniciar um exercício mental e emocional sobre o lugar que o dinheiro ocupa em sua vida, além de preparar-se para assimilar os “recados” que a mesa propiciará para que comece a colocar em prática novas formas de ganhar, gastar, poupar, investir e fazer circular dinheiro.

É comum existir um emaranhado de informações (confusão informacional) no campo das pessoas que, muitas vezes,  é um impeditivo para elas avançarem (seguirem em frente) ou sairem da estagnação (trazer movimento) no processo de se conectarem com a abundância do Universo, que inclui as questões financeiras.

Esses emaranhamentos, complicações e dificuldades estão ligados aos mais variados motivos que, por meio de orientações que a mesa propicia, chegam ao consciente da pessoa para que os trabalhe, conscientemente, e que estão ligados, basicamente, à iniciativa, objetivos, embasamento, consistência, novas ideias, mudanças, planejamento, questões emocionais, paciência, capacitação, parcerias, sociedades, projetos, espiritualidade, forma de lidar com as crises, recomeços, novos ciclos, autoconfiança, flexibilidade e adaptabilidade.

A MR77 pode dar respostas como também pode ajudar a pessoa a elaborar as suas próprias perguntas sobre o que está por trás da sua atual situação financeira, tais como:  o que me impede de conseguir as conquistas materiais que almejo?  O que está por trás da dificuldade de criar e colocar em prática meus projetos financeiros?  Que lugar o dinheiro ocupa em minha vida? De que forma posso melhorar a minha relação com o dinheiro?  Por que todo o dinheiro que ganho logo acaba?  Por que pensar em dinheiro me deixa tão inseguro(a)? Por que está tão difícil vender meu imóvel? Eu me sinto merecedor(a) da riqueza?

A MR77 envolve um trabalho de conexão com Mestres Ascencionados e Guardiões Terrenos, através de Símbolos Estelares, dentro de Árvores Sagradas.  Canalizada por Rodrigo de Aldebaran de forma exclusiva, genuína, ou seja, sem interferência de símbolos externos, a MR77 é unica, com permissão Divina para ser usada no momento atual do planeta Terra.

Para cada objetivo, é realizada pelo menos uma mesa radiônica por meio do meu trabalho, contando com a participação do meu cliente, que vai se conectar com a sua própria espiritualidade (aquilo que ele acredita como sendo sua família espiritual), refletindo, permitindo-se dar um tempo para si próprio, identificando o que realmente quer mudar em sua vida para melhorar suas finanças, o que fará para alcançar os melhores resultados em relação ao seu objetivo.

Este processo de participação da pessoa é fundamental, permitindo aproveitar melhor o amparo  da MR77, através de orientações e informações que contribuirão para abrir seus caminhos, neutralizar energias e informações deletérias e também projetar e potencializar as infinitas possibilidades para o êxito do objetivo, para o bem do Todo.

Atenção:  a MR77 não é uma garantia de que vá acontecer o que a pessoa quer e sim, garante orientação, direcionamento e despertar para maior consciência e maior lucidez no agir, além de limpeza e purificação no campo da vida material da pessoa.  Cada indivíduo vivencia, de forma única, sua experiência com a MR77, podendo  trabalhar o mesmo objetivo em mais de uma mesa.  A MR77 pode trazer, inclusive, orientações que evideciam que o objetivo almejado não é destinado a acontecer agora, evitando assim que a pessoa gaste seu tempo e energia com esse objetivo, convidando-a a revê-lo ou a considerar outros objetivos.

Também é importante ressaltar que  todo o trabalho realizado com a MR77 está dentro da Lei Maior e da Justiça Divina, ou seja, o trabalho com a mesa radiônica não infringe qualquer Lei Cósmica e, ao mesmo tempo, permite uma revisão, um replanejamento da vida material da pessoa, por meio de uma maior sintonia com o Universo, abrindo caminhos, permitindo o acesso a novas oportunidades e possibilidades, com mais consciência, novas atitudes, novas idéias, novos comportamentos.

Na MR77 são trabalhadas questões que nos limitam em nossa prosperidade material tais como fugas psicológicas, autoenganos, crenças limitantes introjetadas através da formação social, religiosa e cultural, questões cármicas (Lei Universal da causa e efeito) e todos os tipos de estados e situações que nos impedem de entrarmos em sintonia com a abundância, com o belo, com o harmonioso, com o próspero.

A premissa básica da MR77 é que nascemos para vivenciar a abundância em todos os sentidos.  E que, quando queremos de verdade (no consciente e inconsciente) podemos aprender a “quitar débitos” (não só financeiros) de forma saudável, leve, alegre, harmoniosa e feliz.

Portanto, a MR77 é libertadora (e isso não tem preço!), porque cria melhores condições para a pessoa libertar-se de sintonias, frequências, vibrações e fugas criadas por ela mesma, consciente e/ou inconscientemente, ao longo da sua existência. Ao passar pela MR77, a pessoa terá, no mínimo, melhores condições de avaliar o quanto faz sentido o caminho que escolheu para vivenciar a sua vida material nesta experiência que é a vida na Terra.

 

Dinheiro e Consciência: dupla inseparável

O dinheiro, para quase todos nós, é algo ainda vinculado puramente ao materialismo. No entanto, o dinheiro, assim como tudo que existe (inclusive nós e o planeta Terra), está vinculado a algo maior, ao Universo.

A “correria” ou o excesso e acúmulo de atividades no dia a dia, ocupações que assumimos baseadas nas convenções sociais, culturais e religiosas, nos desconectam dessa verdade:  tudo vem de algo maior, que não necessariamente compreendemos, aceitamos ou temos consciência.

Voltando ao tema dinheiro, eu vou lhe propor algumas perguntas e espero que responda honestamente para você mesmo (a): o que é dinheiro para você?  O que você sente e pensa em relação ao dinheiro?  O que você acredita em relação ao dinheiro?  Para que você ganha ou quer ganhar mais dinheiro? Ao que está associado o seu dinheiro? Como é a sua relação com o dinheiro?

Ouso afirmar que fomos todos condicionados a viver na escassez, porque tudo que fazemos ainda gira em torno de necessidades, faltas.  Exemplo: queremos um namorado, porque necessitamos ser amados.  Queremos um terapeuta, porque necessitamos ser curados. Se necessitamos algo, é porque algo falta.  E focamos na falta e não na abundância. E, então penso:  como seria a nossa vida (individualmente e coletivamente) se tivéssemos aprendido, desde crianças, a viver a vida focados na abundância, no que simplesmente é bom, no que é saudável, na alegria, na saúde, na paz, na harmonia, na beleza, na abundância, na colaboração, na generosidade, na nobreza de espírito, sem termos de combater a falta? Sem termos que “lutar” e nos desgastar em nome das faltas?

De novo as perguntas:  qual é a visão você tem da vida e da sua vida?  Quais crenças você tem sobre riqueza, dinheiro, abundância, que você reconhece como sendo realmente suas?  Quais foram as crenças sobre dinheiro que incutiram em sua mente?

A física quântica chama de “colapso da função de onda” a realidade criada pela mente. A partir deste paradigma, toda a escassez do mundo (miséria, pobreza) é nada mais do que criações mentais individuais e coletivas.

Para mudar um sistema de crenças, temos que lidar com a nossa vontade, rever conceitos arraigados, acomodados dentro de consensos, como por exemplo, acreditarmos que corpo, mente e espírito atuam separadamente em nossas vidas.

Somos um todo que envolve o consciente e o subconsciente (sede do inconsciente).  Exemplo:  basta um acontecimento traumático na área das finanças de uma pessoa para que esse acontecimento afete a sua mente e a de todos os envolvidos, podendo inclusive perdurar por gerações.  Assim, nascem os programas de autossabotagem que, muitas vezes, nos impedem de avançar em nossos projetos, atravancando nossos impulsos para vivenciarmos uma vida rica, plena em todos os sentidos.  É dentro de todo esse contexto que está a questão do dinheiro, da abundância.

Muitas vezes, não nos damos conta da visão negativa que temos da vida e da sobrevivência, do trabalho, das conquistas materiais.  Frases como “comer o pão que o diabo amassou”, “ganhar o pão com o suor do teu rosto” ilustram bem como essas visões são reforçadas.  A própria visão condicionada sobre a economia também reforça crenças limitantes sobre o dinheiro, porque estamos acostumados a pensar no dinheiro como sendo algo especulativo, ligado à cobiça, ao medo e à ânsia de poder para a superioridade.

Ao despertarmos desse estado hipnótico, ao nos conscientizarmos dessa visão condicionada, temos mais condições de assumir novas escolhas para a nossa vida que, certamente, afetarão as nossas finanças.  O dinheiro verdadeiro é criado na própria consciência, afinal o que é o “mercado”, senão, todos nós. Enquanto não acreditarmos, de verdade, no poder da nossa mente, enquanto não acreditarmos que podemos aprender e monitorar o nosso inconsciente e escolher novas formas de pensar, agir, ganhar e investir nosso dinheiro, a economia continuará do jeito que está.

Energia, consciência também são informações que podem ser modificadas.  A partir do momento que acreditamos (de verdade) nessa modificação, somos capazes de fazer mudanças verdadeiras em nossas vidas, inclusive na parte financeira.  Concordo com o pensador e palestrante Joan Antoni Melé:  “os problemas do mundo são, no fundo, um reflexo de nossos próprios problemas e contradições e  a única maneira de solucioná-los é resolvê-los em nosso interior”.

Independentemente de você concordar ou não com o que foi abordado neste post, o fato é:  o que você verdadeiramente acredita (no nível consciente e inconsciente) influencia diretamente na sua realidade.  Basta você mesmo constatar por meio dos fatos e da história da sua vida.

 

 

 

 

 

Missão e Dinheiro:  uma compreensão necessária!

Missão não tem a ver com dinheiro.  Mas, o dinheiro tem a ver com a nossa missão! “Como assim?”, você pode se perguntar. Por isso, vou abordar esse tema usando o meu próprio exemplo.

Há dez anos, iniciei uma nova carreira na área da saúde, como profissional liberal, para a qual me dedico e ganho dinheiro com ela, assim como ocorreu com outras carreiras que vivenciei.  No entanto, esta é diferente porque está 100% alinhada com a minha missão.  Como descobri isso?  Quando me dei conta de que o que faço hoje eu faria mesmo de graça.

Dinheiro é maravilhoso quando é decorrente de um movimento que fazemos em nossas vidas em prol daquilo para o qual damos valor.  Um valor que vem de dentro, das entranhas, do coração, muitas vezes, intuitivamente, inconscientemente….

O dinheiro é fatal quando atribuímos a ele apenas o seu caráter físico, monetário, macroeconômico.  Quando uma pessoa diz que a terapia que ofereço “é cara”, eu a convido a refletir:  quanto custa uma terapia é uma coisa.  Quanto vale uma terapia é outra coisa.

A nossa missão de vida se expressa, consciente ou inconscientemente, independente da nossa situação financeira.  No entanto, a nossa situação financeira tem muito a ver com a nossa missão de vida, porque está diretamente ligada ao compromisso que temos com nós mesmos, com o nosso desenvolvimento pessoal, com a nossa libertação de amarras e condicionamentos sociais.

Dinheiro nenhum sustenta uma missão,  porque o dinheiro não paga tudo o que envolve a ação de uma pessoa para realizar sua missão, tais como, coragem, entusiasmo, lucidez, alegria, paz de espírito, libertação do medo e paz interior.

O dinheiro em si não é a causa de uma missão, é a consequência! Para chegar no estágio que estou da minha atual carreira como Coach, Mentora e Terapeuta Holística, sim, eu investi dinheiro.

Este dinheiro representa a construção da realidade que vislumbrei, num processo que envolveu o meu consciente e o inconsciente, nem sempre alinhados, porém, determinados a me manter firme no meu propósito de evolução pessoal.

A dedicação à nossa missão não tem nada a ver com dinheiro.  Dedicação é consequência de entusiasmo com algo.  Quanto vale uma vida de autorrealização?  Haveria como medir isso em valores monetários?  O sentido e o entusiasmo com que fazemos algo não pode ser medido por meio apenas de cifras financeiras.  Exemplo:  se agora eu não tenho dinheiro para fazer uma formação que considero muito valorosa para mim,  não hesito em fazer um empréstimo e acredito que serei capaz de quitá-lo com o dinheiro que vou ganhar ou que uma quantia extra de dinheiro entrará na minha conta para reequilibrar o meu fluxo de caixa.

O dinheiro, quando percebido com uma visão mais ampla, deixa de ser somente moedas, papéis e cifras: ele passa a ser encarado como um campo energético informacional com o qual estamos ou não em ressonância.

Então, você pode me questionar:  como conseguir algo sem dinheiro? E eu respondo:  existe algo que vem antes do dinheiro que precisamos para comprar algo que valorizamos.  Esse algo tem a ver com a forma como estamos em ressonância com tudo que envolve dinheiro e prosperidade.  E então, inevitavelmente, vamos entrar na questão das nossas crenças (conscientes e inconscientes) a respeito do que é autorrealização, viver, sobreviver, ganhar e usar o dinheiro que ganhamos.  Crenças essas, na sua grande maioria, são introjetadas em nosso inconsciente, desde a infância e das quais precisamos nos libertar para começarmos a entrar na verdadeira abundância que a vida nos oferece, inclusive financeira.

A forma como escolhemos e pagamos o preço das nossas escolhas nos trazem muitas dicas sobre o lugar que o dinheiro ocupa em nossas vidas.  O grau de entusiasmo que temos com o nosso trabalho e com o dinheiro também.

Entusiasmar-se com o que se faz e com o que se conquista (inclusive o dinheiro) não tem a ver com aprovações externas.  Tem a ver com o que sentimos dentro de nós, fazendo o que fazemos e o que sentimos com o dinheiro que ganhamos.  O entusiasmo vem do espírito, não da mente.

O dinheiro é um instrumento que precisamos aprender a usar em nossas vidas, independentemente da situação econômica na qual nos encontramos.  Até para transformar uma crise econômica, precisamos rever nosso olhar sobre a forma como vemos e lidamos com dinheiro (microeconomia), nossa visão sobre dinheiro e o lugar que ele ocupa em nossas vidas.

Oportunidades batem em nossa porta o tempo todo. Situações nos permitem criar oportunidades. A questão é se a nossa visão de vida, nossa dimensão de consciência nos permite constatar essas oportunidades.  Descobrir nossa missão é tão fundamental quanto descobrirmos a razão da nossa vida e o porquê da nossa situação financeira estar do jeito que está.

Para sabermos discernir entre o que é o dinheiro e o que é a nossa missão, precisamos ter visão.  Dinheiro e missão andam juntos!  Acredito que este post pode lhe estimular a mergulhar nesta questão.

 

Dinheiro e consciência:  dupla inseparável para as nossas vidas

Um livro essencial e inspirador para qualquer pessoa e especialmente para quem quer ir mais fundo na compreensão da essência da economia e do significado do dinheiro em sua vida é “Dinheiro e Consciência: a quem meu dinheiro serve?”, de Joan Antoni Melé, Editora João de Barro. Eu adquiri este livro na Sociedade Antroposófica, em São Paulo, quando estive em uma das palestras de Joan Melé aqui no Brasil.

O dinheiro ainda é muito incompreendido!  Afirmo que esse livro é inspirador porque, acredito que querendo ou não, gostando ou não, o dinheiro está presente em tudo que vivemos aqui na Terra, direta ou indiretamente, permeando conversas, emoções, sentimentos, estratégias, ideologias, preocupações, planos.  Tanto em um nível bem sutil, quanto em um nível mais denso, o dinheiro desafia tudo e todos.  A maioria de nós não se dá conta de que nossas escolhas são afetadas por uma série de crenças sobre o dinheiro.

Por meio de várias provocações, questionamentos, proposições, Joan Melé entra nos vários âmbitos do dinheiro:  seu significado, a economia, as escolhas pessoais, a energia, o uso, os resultados.

Algumas das questões-chave são: Qual realidade queremos criar para nossas vidas e com qual nível de consciência? Por que trabalhamos? Só para ganhar dinheiro ou para dar sentido às nossas vidas? Como podemos mudar a economia perversa baseada no controle, na cobiça, no medo, no egoísmo, na “luta pela sobrevivência”, no poder (ser o melhor, controlar os outros)? Qual é o verdadeiro sentido da economia? Tomamos decisões livres e independentes sobre o uso do nosso próprio dinheiro? O que compro, por que compro, onde compro?  Necessito ou somente desejo?

Business person and different income

Este livro é um convite à reflexão sobre o que o dinheiro propicia, quebrando muitos tabus e paradigmas sobre o que é economia e mercado.  Alguns exemplos:

“A crise é o colapso da economia especulativa”.

“O dinheiro verdadeiro é criado, formado na própria consciência”.

“O mercado não regula tudo.  O mercado somos todos nós! Se todos mudarmos a nossa maneira de pensar, ser, agir e investir nosso dinheiro, o funcionamento e a direção do modelo econômico mudará também”.

“Leis de mercado deixam de existir, deixam de valer quando realizamos uma opção pela liberdade”.

“Trabalho e investimentos são a base do lucro verdadeiro”.

“O lucro é um dinamizador da vida da pessoa e da comunidade em que ela está inserida e também um indicador de que esses instrumentos econômicos estão sendo administrados corretamente”.

“O lucro é bom.  O lucro só se perverte quando é um fim por si só, quando se busca somente a ele”.

“Investimento e trabalho nunca podem se submeter ao lucro.”

-“Lucro é a consequência da criação da riqueza e não a sua causa.”

“Medir o progresso social pelo PIB e volume de produção é fraude!”

Para Joan Melé, muitas ideias assumidas como verdades nada mais são do que mecanismos de uma estratégia perversa para manter vivos, nas mentes das pessoas, conceitos sobre economia e dinheiro.  Exemplos:  A ideia de “luta pela sobrevivência” nada mais é do que parte da uma estratégia perversa, baseada no medo, para controlar as pessoas.

A “lei da oferta e da procura” também é parte dessa estratégia, representando o egoísmo que permeia o atual modelo econômico. O “consumismo”, outro aspecto dessa estratégia, representa a dependência de comprar para preencher os vazios, a busca por por status para “ser melhor do que o outro”. O estímulo às empresas de “crescer por crescer”, representa a falta de propósitos baseados em valores, tendo apenas o lucro como fim.  O “poder econômico” está vinculado à ideia de domínio, de se considerar melhor do que o outro.

Por que dinheiro e consciência estão interligados?  Porque as pessoas precisam colocar dinheiro onde seus valores estão! De certa forma, Joan Melé nos encoraja a refletir e agir a partir da premissa de que os problemas do mundo são um reflexo das nossas próprias contradições e que a única maneira de solucionarmos esses problemas é resolvendo, em primeiro lugar, as nossas questões interiores.

Ele acredita ser uma grande ingenuidade (e um grande perigo para a humanidade) acreditarmos que Governos possam melhorar o mundo.  Afinal, a economia reflete pessoas.  Não podemos ser livres se não conhecermos as forças e os impulsos que nos condicionam na nossa forma de ver e lidar com o dinheiro. O primeiro passo para acessar esse conhecimento é despertar para a consciência, para a nossa relação com o dinheiro a fim de colocarmos, em prática, ideias simples e concretas para transformações em nossas vidas pessoais e em nossa sociedade.

Para Joan Melé, criar riquezas é o resultado de se buscar algo bom para si próprio e para outras pessoas.  Ganhar o sustento, ganhar a vida, como dizem, não é o objetivo. É, antes de tudo a consequência de fazer algo importante, com sentido, para nós mesmos, para outras pessoas, para o mundo.

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Para encararmos o desafio de rever nossas crenças sobre o dinheiro, precisamos rever a imagem distorcida que temos sobre o que é ser humano e assumirmos uma nova postura perante nossas vidas, estudando e aprendendo sempre, para que possamos sair do MEDO que nos paralisa e gera desconfiança em nós e nos demais.

Uma dica para quem quer começar a rever sua forma de lidar com o dinheiro:  decidir parar de opinar de forma coletiva.  Desenvolver a sua própria capacidade de pensar, de refletir ativamente sobre as questões do dinheiro.

Segundo Joan Melé, “o dinheiro tem o poder de criar realidades futuras”.  Ele atua como uma energia que dá força para que algo seja criado no mundo.  Essa energia pode ser construtiva ou destruidora. O dinheiro precisa ser usado para construir realidades desejáveis. As pessoas precisam acordar para perceber a sua força através do consumo e da economia.

Para os céticos que leram este post até o fim, deixo aqui uma mensagem de Joan Melé , também provocativa, sobre existir esperança para o mundo em que vivemos: “Deus permite o mal no mundo para que aprendamos a ser livres e, a partir da liberdade, assumirmos responsabilidades.  O mal é transitório.  Se alguém faz muito mal é sinal de que tem um grande potencial para produzir o bem”.