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Mesa Quântica Estelar:  jornada da Luz!  

Tenho a convicção de que o caminho mais importante de nossas vidas é o caminho interior, o caminho que escolhemos para trilharmos dentro de nós mesmos.  Para isso, temos que estar realmente dispostos e com coragem de buscar a verdade e acolhê-la com um discernimento que vai além do intelecto, uma compreensão que transcende a visão material da vida.

Buscar respostas, porque temos muitas dúvidas, é natural.  E a revolução das terapias holísticas ou integrativas contribuem neste processo.  A Mesa Quântica Estelar (MQE) é uma dessas revoluções, que já está presente no mundo todo, por meio de mestres e operadores que fazem parte de um exército de trabalhadores da Luz.

Quando a Mesa Quântica Estelar (MQE) me convocou (sim, me convocou!) a conhecê-la e incorporá-la ao meu trabalho de terapeuta, eu estava me aprofundando na reflexão do porquê e para que ser terapeuta, além de um trabalho profissional.  Por quem ser terapeuta?

E, então, tive a reconfirmação de que ser terapeuta está ligado, acima de tudo,  ao meu caminho de vida, porque ser terapeuta, para mim, representa o meu sonho de infância: aprender e ensinar, buscando sempre a verdade! E sempre junto com outras pessoas.

Estamos envolvidos, diariamente, com ilusões.  Buscamos fugas que nos libertem da dor.  Disse Jesus: “Buscai a verdade.  E a verdade vos libertará.”   A MQE coloca a pessoa numa posição que a faça entender qual verdade é essa que ela está buscando.  Mostra à pessoa do que ela precisa para se libertar.

Como bem resume Rodrigo de Aldebaran, canalizador da Mesa Quântica Estelar:  “Somos um planeta na terceira dimensão, que pertence a um sistema solar, inserido numa galáxia de 400 bilhões de estrelas, onde nosso Sol está na margem da mesma, ao lado de 100 milhões de conjuntos de galáxias ainda maiores que compõe o nosso Universo, que não é o único existente.  E isso é só 10% do que realmente existe entre os planos e dimensões paralelas.”

As muitas dimensões do Universo

Uau ! A partir desta visão, fica mais fácil compreender o que são as Consciências Divinas que administram aqui: o nosso Universo.  Estas Consciências fazem parte da administração universal, como se fossem “cientistas cósmicos” responsáveis pela tecnologia, criação e manutenção dos planetas e suas respectivas dimensões que irão suportar corpos físicos e espirituais, projetados especificamente para essas experiências planetárias. 

Tudo neste grande Universo é fundamentado em análises, pesquisas, planejamentos e projetos de seres comprometidos com a evolução natural das espécies de diversas raças interplanetárias, que vivem experiências nos planos vibratórios dos planetas em que se encontram, a partir de projetos com começo, meio e fim, supervisionados e direcionados pelos Comandos Estelares do Sistema Solar. 

Estamos vivendo uma transição que é fácil de ser constatada diante de tantas mudanças em nossas vidas e no planeta Terra.  Basta prestar atenção naquilo que nos acontece em níveis mais sutis e constatar fatos, acontecimentos cotidianos e extraordinários, que muitas vezes passam despercebidos para aqueles que estão vivendo suas vidas adormecidos por ilusões e supostas verdades divulgadas na mídia.

E então vêm as perguntas:  quem somos nós diante do Universo? O que estamos fazendo aqui?  O que temos que fazer daqui para a frente? Qual o sentido das nossas vidas?  Em nome de que estamos vivos e vivendo? O que realmente é nosso por direito humano?

De alguma forma, estamos sendo chamados para uma nova consciência diante da nossa vida individual e coletiva.  Dentro desse contexto, a canalização da Mesa Quântica Estelar, por Rodrigo de Aldebaran, por meio da psicofonia e da psicografia, surge como um presente Divino para auxiliar qualquer pessoa que busca autoconhecimento e transformação em sua vida.

O Projeto da Mesa Quântica Estelar contém bases, estruturas cósmicas e espirituais, operação e fundamentos dentro das leis e justiças cósmicas.  Ela trabalha com os Orixás, Guias e Mentores Espirituais, Elementais da Natureza, Comandos Estelares  de Luz, com a Radiestesia, a Radiônica, a Física Quântica, a Psiônica e tem elementos Cabalísticos, que dão uma grande base para auxiliar todas as pessoas.

Na Mesa Quântica Estelar não há tempo nem espaço. Por meio de ferramentas eletromagnéticas, impregnadas na Mesa Quântica Estelar, é possível eliminar, transmutar e encaminhar energias deletérias, ajudar a pessoa a ter uma conscientização da sua realidade atual, a harmonizar-se com a sua centelha divina, tudo isso para uma transformação ampla na vida da pessoa e para o bem do todo.

A beleza da Mesa Quântica Estelar também está na energia que nasce de dentro para fora da pessoa, influenciando-a e  direcionando-a para uma transformação natural, que já estava prevista, através de um auxílio ou de uma graça divina na vida dela.

Como é a Mesa Quântica Estelar?

O Projeto Mesa Quântica Estelar atualmente conta com mais de 100 professores e mais de 3.000 operadores dessa técnica, espalhados pelo mundo todo.

Mesa quântica estelar

Fisicamente, a Mesa Quântica Estelar é uma tábua de PVC com diversos gráficos da geometria sagrada, conhecidos também pelo inconsciente coletivo.  A mesa traz como se fosse uma “história” do processo de evolução espiritual da pessoa, levando em conta o passado, o presente e o futuro. Ela é atemporal.  Ajuda a mostrar onde realmente a pessoa quer chegar para realizar a sua missão.

O operador da Mesa Quântica Estelar, através de sua mente não racional, em estado Alpha, projeta as imagens ao universo, criando uma sintonia imediata e que trabalha a favor da Luz, do discernimento, do Amor para si próprio e para o cliente.  O terapeuta ou operador tem que estar sempre se aprimorando nesse processo, através do seu próprio trabalho interior.

A MQE pode ser consultada para várias finalidades:  autoconhecimento, questões que exigem mais clareza, para uma situação de dificuldade (saúde, profissional, afetiva, familiar, etc.) entre outras.

A MQE trabalha todas as áreas e aspectos da nossa vida.  Trazendo a luz onde há escuridão.  Basta ter o desejo e a vontade de auxiliar para operar uma Mesa Quântica Estelar. Esse é o primeiro passo e as portas se abrem naturalmente. Isso vale também para o cliente:  o primeiro passo é querer.  Querer mudar, transformar algo em sua vida.  Não precisa acreditar.

Nem sempre temos condições de entender verdadeiramente a nossa realidade.  O que parece prioridade, muitas vezes é só um sinal de que algo muito profundo, precisa ser reconhecido, acolhido, limpado, corrigido e transmutado em nossa vida.  Reconhecer o verdadeiro problema, a questão prioritária, é a proposta básica da MQE, um instrumento maravilhoso de autocura e evolução individual e coletiva.

O CAMPO:  leitura indispensável para quem quer conhecer a história da nova ciência

Se você quer conhecer a história dos verdadeiros avanços na ciência, leia o livro O CAMPO – EM BUSCA DA FORÇA SECRETA DO UNIVERSO, da jornalista especializada tanto na medicina convencional, quanto na medicina sistêmica, Lynne Mc Taggart (Editora Rocco, 2002).  Ela é uma referência internacional quando o assunto é medicina não convencional e também é uma palestrante internacional.

 

As descobertas relatadas em seu best seller, O Campo, justificam cientificamente como agem as terapias frequenciais. São histórias emocionantes das descobertas de cientistas do mundo todo e de suas lutas pessoais para desbravar novos caminhos para a ciência.  São centenas de estudos científicos relatados, uma oportunidade para você rever seus conceitos e crenças sobre o que é ciência e o que é científico.

Os estudos relatados em O Campo demonstraram cientificamente que:

  • A cura à distância funciona;
  • Podemos influenciar o mundo e o corpo com nossos pensamentos;
  • A visão remota existe;
  • As reações do nosso organismo não são ditadas unicamente pela química, e sim por frequências eletromagnéticas ultrafracas;
  • O universo é uma rede de energia e informação interligada e podemos acessá-la por meio de nossa intenção. Esta rede é o que ela descreve em seu livro como “o campo do ponto zero“.

Natal é para todos os dias!

Apesar do apelo comercial que se instituiu para a época, é no Natal que, de alguma forma, as pessoas ficam mais solidárias, amorosas, atenciosas, afetuosas, atentas a si próprias e aos outros, festejando, brindando, compartilhando, caprichando na comida, dando uma pausa, acolhendo ou sendo acolhido.

Esse espírito do Natal aumenta ou diminui de acordo com o nosso momento, com a nossa idade, com o contexto de nossas vidas, mas nunca deixa de existir. Mesmo quando uma pessoa está triste ou não tem boas lembranças do Natal, esse período sempre representará a possibilidade do amor, a esperança de algo melhor.

E por que será que, somente nessa época do ano, a maioria das pessoas se dá conta do potencial do espírito do Natal? Por que será que somente uma vez ao ano nos sentimos estimulados a fazer algo que envolva cuidar, confortar, celebrar, vivenciar a abundância, compartilhar, solidarizar, acolher, prestar atenção, presentear, sentir compaixão, inclusive por nós mesmos? Sempre me fiz essa pergunta e, de uns tempos para cá, o Natal, para mim, é vivido todos os dias! Esse sentimento tem influenciado muito positivamente a minha vida.  Se esta minha abordagem soa estranho para você, lhe convido a refletir sobre o seu Natal.

Você já pensou no que está por trás dos acontecimentos, tradições e hábitos que permeiam a época de Natal? O que representa para você a reunião com a família? As confraternizações com os amigos e colegas? As cestas de Natal que vão para instituições beneficentes?  As ações de caridade que se intensificam nessa época? O que você realmente gosta no Natal?  O que representa montar a árvore de Natal ou enfeitar a sua casa? Pergunte ao seu coração:  como você se sente e se comporta no Natal e nos outros dias do ano? O que você sente que está por trás de tudo que acontece nesse período? Acredito que ao responder essas perguntas a você mesmo, sua percepção do Natal começará a se transformar em algo que vai muito além de eventos sociais, cultura, tradição e religião.

Por meio desse exercício contínuo de viver e questionar o Natal, comecei a sentir e percebê-lo como algo que está ou não dentro da gente.  Não existe “mais ou menos Natal”.  Natal é a certeza da possibilidade de nos acolhermos, independente de como estamos e como somos e, na mesma medida, acolher os outros.  Natal expande o nosso potencial de aprendermos a amar primeiro a nós mesmos para, então, podermos amar outras pessoas.

Natal são as nossas ações, inclusive as mais sutis, para melhorar a nossa vida e a vida de outras pessoas, muitas vezes anonimamente.  É um silêncio interior que nos serena e que fala mais do que mil palavras.  Natal é um estado nascente para as infinitas possibilidades de ampliação da nossa consciência e percepção de nós mesmos e do mundo que nos cerca.  Natal é viver cada dia como um milagre nos acontecendo, independente do que aconteça.  Natal é perceber o todo e também os pequenos detalhes do cotidiano, dando sentido às nossas vidas. Natal é nos proteger e nos fortalecer.  Natal é transformar nosso mundo interior para transformar o mundo exterior.

O Natal é a chama da esperança que nunca se apaga dentro de nós. É a nossa crença, fé ou convicção, de que o mundo pode e vai melhorar.  E é, também, a nossa confiança cada vez mais plena de que a Consciência Divina intervém e nos conduz unicamente para o crescimento e a perfeição.

Desejo a você que esse Natal seja transformador e o início de um novo ciclo em sua vida interior!  Viva o Natal!

Maria Angélica                                                                                               Dezembro 2017

Espiritualidade: Novas possibilidades que estão além do nosso pensamento atual

Verdades vão muito além da nossa compreensão e experiência de vida neste mundo.  No entanto, é fato que estamos vivendo um momento de crise mundial, que nem sempre é atribuída a uma criação do próprio ser humano.  Sim, nós mesmos e todos os seres humanos que passaram pela Terra tivemos e temos um papel fundamental, principal, na criação da realidade que vivemos hoje.  Até a nova ciência já afirma que criamos a nossa realidade.  E então, é chegada a hora de uma revisão em nossas vidas individuais, que impactam no coletivo.  É hora de priorizarmos o exercício da espiritualidade e incorporá-la em todas as áreas das nossas vidas.

Mas, o que é espiritualidade ? Qual é o significado oculto por trás dessa palavra ?

É muito comum a associação da espiritualidade com a religião, seita, doutrina.  No entanto, as diferenças são explícitas.  O padre jesuíta, teólogo, filósofo e paleontólogo francês, Pierre Teilhard de Chardin, (* 1 maio 1881 + 10 abril 1955, em Nova Iorque) já afirmava que “Não somos seres humanos passando por uma experiência espiritual. Somos seres espirituais passando por uma experiência humana.” Chardin tentou construir uma visão integradora, reconciliadora entre a ciência do mundo material e as forças sagradas do Divino. Através de suas obras, ele buscou transmitir a urgência da necessidade de ampliarmos nossa consciência para a sobrevivência do planeta e da humanidade que nele habita.

A Alquimia (2)

Compreender a diferença entre religião e espiritualidade é necessário nos dias de hoje, porque espiritualidade não é religião e, sim, trabalho interior. Religiões apresentam diversas “verdades”.  Espiritualidade é a nossa verdade que nos move para a evolução como seres humanos.

Neste texto do Prof. Dr. Guido Nunes Lopes**, o sentido da espiritualidade é abordado de forma muito clara, ao comparar espiritualidade com religião:

“A religião não é apenas uma, são centenas. A espiritualidade é apenas uma.

A religião é para os que dormem. A espiritualidade é para os que estão despertos.

A religião é para aqueles que necessitam que alguém lhes diga o que fazer e querem ser guiados. A espiritualidade é para os que prestam atenção à sua Voz Interior.

A religião tem um conjunto de regras dogmáticas. A espiritualidade te convida a raciocinar sobre tudo, a questionar tudo.

A religião ameaça e amedronta. A espiritualidade lhe dá Paz Interior.

A religião fala de pecado e de culpa. A espiritualidade lhe diz: “aprenda com o erro”.

A religião reprime tudo, te faz falso. A espiritualidade transcende tudo, te faz verdadeiro!

A religião não é Deus. A espiritualidade é Tudo e, portanto é Deus.

A religião inventa. A espiritualidade descobre.

A religião não indaga nem questiona. A espiritualidade questiona tudo.

A religião é humana, é uma organização com regras. A espiritualidade é Divina, sem regras.

A religião é causa de divisões. A espiritualidade é causa de União.

A religião lhe busca para que acredite. A espiritualidade você tem que buscá-la.

A religião segue os preceitos de um livro sagrado. A espiritualidade busca o sagrado em todos os livros.

A religião se alimenta do medo. A espiritualidade se alimenta da Confiança e da Fé.

A religião faz viver no pensamento. A espiritualidade faz Viver na Consciência..

A religião se ocupa com fazer. A espiritualidade se ocupa com Ser.

A religião alimenta o ego. A espiritualidade nos faz Transcender.

A religião nos faz renunciar ao mundo. A espiritualidade nos faz viver em Deus, não renunciar a Ele.

A religião é adoração. A espiritualidade é Meditação.

A religião sonha com a glória e com o paraíso. A espiritualidade nos faz viver a glória e o paraíso aqui e agora.

A religião vive no passado e no futuro. A espiritualidade vive no presente.

A religião enclausura nossa memória. A espiritualidade liberta nossa Consciência.

A religião crê na vida eterna. A espiritualidade nos faz consciente da vida eterna.

A religião promete para depois da morte. A espiritualidade é encontrar Deus em Nosso Interior durante a vida.”

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Para evoluirmos mentalmente e fisicamente em nossas vidas, precisamos incorporar a espiritualidade em nossos atos do cotidiano.

Que este texto ilumine a sua vida. E que continuemos juntos na caminhada para a ampliação das nossas consciências e para aprendermos a direcioná-las mentalmente para o bem do todo.

Fonte de Pesquisa:**  Prof. Dr. Guido Nunes Lopes, Graduado em Licenciatura e Bacharelado em Física pela Universidade Federal do Amazonas (FUAM, 1986), Mestrado em Física Básica pelo Instituto de Física de São Carlos da Universidade de São Paulo (IF São Carlos, 1988) e Doutorado em Ciências em Energia Nuclear na Agricultura pelo Centro de Energia Nuclear na Agricultura da Universidade de São Paulo (CENA, 2001).

Cartas de Cristo – A Consciência Crística Manifestada  – Almenara Editorial, 2012.

OS MISTÉRIOS DA VIDA

Desde criança os mistérios me fascinam. Sempre me interessei por temas como, por exemplo, a morte. O que está por trás da morte; Ou o que verdadeiramente anima uma pessoa, entre tantos outros mistérios. Para mim, o mistério encoraja, propulsiona, entusiasma.

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Por mais que a ciência avance, por mais que os conhecimentos se ampliem, sempre há um mistério na nossa condição de seres humanos neste planeta Terra, que nos envolve, que nos ajuda, que nos faz evoluir e nos faz sobreviver e viver a vida.

Já parou para pensar sobre tudo o que você viveu e suportou? Como deu conta de tanta coisa? como no final tudo acabou dando certo? E então você constata que deu certo não somente por uma lógica ou pelos seus planos, que provavelmente falharam, ou por sua inteligência humana. Deu certo porque uma força maior conduziu o processo, ajudas inesperadas foram surgindo, novos cenários, novas possibilidades, soluções que você nem teria considerado, sincronicidades….E, hoje, você se dá conta de que não há lógica para tudo ter dado certo e continuar dando! Afinal, por mais problemas que tenhamos, estamos vivos! E a própria vida é mistério, como alimento essencial para a nossa existência. E então nos deparamos com o mistério do SER. 

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O mistério do SER está em como conseguimos não ser engolidos completamente por forças que nos pressionam, como sobreviver, buscar segurança, desenvolver nosso poder pessoal, preservar a nossa espécie humana e, ainda, lembrarmo-nos, a cada dia, que apesar de termos que aprender a jogar o jogo da vida, fazemos parte de um plano muito mais alto do que o da Terra, “pertencemos às estrelas”, como dizia Gurdjieff.

Apesar da vida “nos enquadrar” desde que nascemos, contamos com forças misteriosas que alimentam nossa ânsia de viver com mais plenitude e também a nossa fé na possibilidade de transformações em nós mesmos e nas nossas vidas.

Você pode estar pensando: “essa força é Deus!”. E se as forças misteriosas reunidas formarem Deus? E elas são misteriosas até que o homem seja capaz de desvendá-las através das suas descobertas. Descobertas essas que, aqui na Terra, sempre serão limitadas frente ao mistério da vida. Frente ao Deus que habita em nós. Viva o mistério!

 

ALGUÉM TEM QUE CEDER…

ALGUÉM-TEM-QUE-CEDERSempre gostei de cinema e o filme “Alguém tem que ceder“, produção de 2003, com Jack Nicholson e Diane Keaton, até hoje mexe comigo.  Com sua estória provocativa e ao mesmo tempo previsível, essa comédia romântica aborda temas ainda atuais como guerra de sexos, feminismo e as diferenças do mundo masculino e feminino, independente da idade cronológica, nos fazendo dar boas gargalhadas da vida como ela é, das dificuldades inerentes dos relacionamentos homem-mulher, especialmente depois de uma certa idade, quando ainda persistem crenças e costumes que nem sempre são agradáveis de se constatar.  Fatos como homens orgulhosos por estarem com mulheres bem mais jovens ou as agruras da solidão feminina, especialmente para as mulheres com mais de 50 anos que gostam de sexo.

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Ao mesmo tempo, esse filme entra na esfera das atitudes e pensamentos egocêntricos, da necessidade impulsionante que temos de nos defender da crítica ou do ataque físico/emocional e também de  nos afastarmos uns dos outros, para chegarmos primeiro na corrida da vida. Temos ainda o nosso ego sempre buscando adquirir o que há de melhor para si mesmo, agarrando-se a posses de toda a natureza, sejam amigos, família, parentes, bens materiais, conquistas. Independente do quanto o cinema possa corroborar para que crenças limitantes e costumes sejam reforçados, só atrapalhando o nosso processo de autoconhecimento e evolução, pensei ser interessante partir desse filme para escrever sobre ceder e a força do nosso inconsciente.concienciaiceberg O orgulho que levamos para os nossos relacionamentos e que gera a necessidade de “alguém ter que ceder”,  brota no orgulho da nossa própria identidade, tão necessária à sobrevivência e ao mesmo tempo, tão ingênua quanto à sua pretensão dequerer se impor como dona de nossas vidas. Pobre ego !  A questão é ceder à compreensão de nós mesmos em essência e, então,  temos que levar em conta aquele que nunca pode ser enganado:  o nosso inconsciente ! Esse inconsciente, como afirma Cristina Cairo em seu livro Linguagem do Corpo, sabe exatamente o que pensamos constantemente e, por isso, nos manda respostas e sinais o dia inteiro.

Nossa identidade e o nosso mental precisam nos ajudar a encontrar uma compreensão cada vez maior do que é o inconsciente, a partir da constatação e reconhecimento das nossas emoções que se projetam no nosso corpo.  Todas as emoções negativas são como venenos que injetamos em nós mesmos, gerando doenças.  Essas doenças são somatizações que ocorrem a curto, médio ou longo prazos, na medida em que construímos inconscientemente e mantemos um padrão emocional que gera sentimentos de infelicidade, raiva, desgosto, mágoa, ressentimento, etc…coração-interrogação

Praticamente toda a enfermidade tem uma origem mental típica para essa enfermidade.  “Soma” é a palavra grega para descrever o corpo.  Se a nossa mente, muito ligada ao ego (identidade), se submete permanentemente a um determinado aspecto de um estado de desequilíbrio e falta de harmonia, ela psicossomatiza, mostrando ao corpo onde está o problema.  E o interessante é que, segundo estudos e pesquisas, essas enfermidades se apresentam da mesma forma, para todas as pessoas de qualquer parte do mundo.  Ou seja, como afirma Cristina Cairo,  “o inconsciente relaciona universalmente a função do órgão a uma emoção equivalente”.

Assim, por trás das enfermidades não está a casualidade e, sim, uma clara mensagem com um caráter de advertência, um sinal do inconsciente de encorajamento, de estímulo para encararmos a causa-raiz da doença ou desequilíbrio.  No entanto, na prática, é difícil de realizar esse “encarar a raiz da doença” porque o processo envolve as questões do inconsciente, além das questões  duvidosas e problemáticas do nosso coração.  Só quando essas questões estão mais claras e solucionadas ou direcionadas positivamente  é
que o inconsciente deixará de se comunicar através da linguagem do corpo, alertando-nos sobre a nossa conduta através de doenças.

Viver nos permitindo ceder e ampliar as possibilidades de reconhecermos e compreendermos o nosso inconsciente se manifestando através do nosso corpo, permitindo maior comunhão com nós mesmos, mais preenchidos de alegria e amor próprio, e com o relacionamento com outras pessoas também mais preenchido.  Então, que tal começarmos a ceder primeiro, questionando as nossas crenças e certezas, abertos a mudar nossas atitudes e pensamentos egocêntricos ? Como afirmou Leonardo da Vinci, o nosso espírito é uma força que está atrelada a um corpo.  Assim, a relação mais desafiadora é a de nós com nós mesmos.  Alguém, em nós mesmos, tem que ceder !

VIVER: MAIS DO QUE DESEMPENHAR PAPÉIS

Quantas vezes entramos em crises de ansiedade ou adoecemos porque, no fundo, não encontramos sentido para a vida que estamos levando ?

Os papéis que desempenhamos na vida, apesar de necessários para a nossa identidade (estar e sobreviver no mundo), estão muito ligados ao processo da ansiedade e das doenças porque, por meio de muitas armadilhas preparadas pelas nossas mentes inquietas e desatentas, esses papéis acabam ocupando um espaço muito maior do que deveriam, dificultando o nosso processo de SER e SERVIR ao nosso espírito e ao mundo, no qual estamos de passagem nesta experiência humana.mulher e tecnologia

Assim, penso que viver é permitir que estímulos agucem a nossa vontade de constatar, reconhecer e praticar os nossos verdadeiros talentos em todas as áreas da nossa vida,  pois nossos verdadeiros talentos são parte daquilo que é permanente dentro de nós, daquilo que SOMOS, da nossa consciência.   Aliás, eles são uma grande arma para lidarmos com o nosso “lado sombra”, ou seja, com nossos defeitos, resistências e dificuldades diante da vida.

Parece que algumas pessoas já nascem mais buscadoras do que outras, no entanto, creio que todos têm um potencial de SER,  têm a possibilidade de se ampliar no decorrer da vida, na medida em que a pessoa reconhece seus condicionamentos culturais, familiares e sociais e tenha interesse em incluir o novo (muitas vezes, desconfortável) em sua vida, para assim descobrir e usar seus talentos, que permitem muito mais evolução do que através do mero desempenho de papéis que, na maioria das vezes, são norteados por expectativas familiares e sócio-políticoespiritualidade2-econômicas-culturais.

Não dá para fugir de priorizar a espiritualidade !  É por meio dela que nos encontramos e, cedo ou tarde, a vontade de buscar a verdade fala mais alto e então podemos encontrar Deus dentro de nós.  Essa energia que, por meio dos nossos talentos, nos leva à ação para realizar aquilo que faz e dá sentido à nossa vida, traz resultados positivos tanto para nós mesmos quanto para os outros ligados a nós.

Jamais desista de viver a sua vida plenamente, indo além dos seus papéis !

Encare todas as constatações (agradáveis e desagradáveis) dentro e fora de você.  E então a vida, por mais difícil que seja, flui e lhe dignifica, abrindo seu campo de possibilidades, inclusive de comunhão com si mesmo e com os outros.