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Dinheiro e Consciência: dupla inseparável

O dinheiro, para quase todos nós, é algo ainda vinculado puramente ao materialismo. No entanto, o dinheiro, assim como tudo que existe (inclusive nós e o planeta Terra), está vinculado a algo maior, ao Universo.

A “correria” ou o excesso e acúmulo de atividades no dia a dia, ocupações que assumimos baseadas nas convenções sociais, culturais e religiosas, nos desconectam dessa verdade:  tudo vem de algo maior, que não necessariamente compreendemos, aceitamos ou temos consciência.

Voltando ao tema dinheiro, eu vou lhe propor algumas perguntas e espero que responda honestamente para você mesmo (a): o que é dinheiro para você?  O que você sente e pensa em relação ao dinheiro?  O que você acredita em relação ao dinheiro?  Para que você ganha ou quer ganhar mais dinheiro? Ao que está associado o seu dinheiro? Como é a sua relação com o dinheiro?

Ouso afirmar que fomos todos condicionados a viver na escassez, porque tudo que fazemos ainda gira em torno de necessidades, faltas.  Exemplo: queremos um namorado, porque necessitamos ser amados.  Queremos um terapeuta, porque necessitamos ser curados. Se necessitamos algo, é porque algo falta.  E focamos na falta e não na abundância. E, então penso:  como seria a nossa vida (individualmente e coletivamente) se tivéssemos aprendido, desde crianças, a viver a vida focados na abundância, no que simplesmente é bom, no que é saudável, na alegria, na saúde, na paz, na harmonia, na beleza, na abundância, na colaboração, na generosidade, na nobreza de espírito, sem termos de combater a falta? Sem termos que “lutar” e nos desgastar em nome das faltas?

De novo as perguntas:  qual é a visão você tem da vida e da sua vida?  Quais crenças você tem sobre riqueza, dinheiro, abundância, que você reconhece como sendo realmente suas?  Quais foram as crenças sobre dinheiro que incutiram em sua mente?

A física quântica chama de “colapso da função de onda” a realidade criada pela mente. A partir deste paradigma, toda a escassez do mundo (miséria, pobreza) é nada mais do que criações mentais individuais e coletivas.

Para mudar um sistema de crenças, temos que lidar com a nossa vontade, rever conceitos arraigados, acomodados dentro de consensos, como por exemplo, acreditarmos que corpo, mente e espírito atuam separadamente em nossas vidas.

Somos um todo que envolve o consciente e o subconsciente (sede do inconsciente).  Exemplo:  basta um acontecimento traumático na área das finanças de uma pessoa para que esse acontecimento afete a sua mente e a de todos os envolvidos, podendo inclusive perdurar por gerações.  Assim, nascem os programas de autossabotagem que, muitas vezes, nos impedem de avançar em nossos projetos, atravancando nossos impulsos para vivenciarmos uma vida rica, plena em todos os sentidos.  É dentro de todo esse contexto que está a questão do dinheiro, da abundância.

Muitas vezes, não nos damos conta da visão negativa que temos da vida e da sobrevivência, do trabalho, das conquistas materiais.  Frases como “comer o pão que o diabo amassou”, “ganhar o pão com o suor do teu rosto” ilustram bem como essas visões são reforçadas.  A própria visão condicionada sobre a economia também reforça crenças limitantes sobre o dinheiro, porque estamos acostumados a pensar no dinheiro como sendo algo especulativo, ligado à cobiça, ao medo e à ânsia de poder para a superioridade.

Ao despertarmos desse estado hipnótico, ao nos conscientizarmos dessa visão condicionada, temos mais condições de assumir novas escolhas para a nossa vida que, certamente, afetarão as nossas finanças.  O dinheiro verdadeiro é criado na própria consciência, afinal o que é o “mercado”, senão, todos nós. Enquanto não acreditarmos, de verdade, no poder da nossa mente, enquanto não acreditarmos que podemos aprender e monitorar o nosso inconsciente e escolher novas formas de pensar, agir, ganhar e investir nosso dinheiro, a economia continuará do jeito que está.

Energia, consciência também são informações que podem ser modificadas.  A partir do momento que acreditamos (de verdade) nessa modificação, somos capazes de fazer mudanças verdadeiras em nossas vidas, inclusive na parte financeira.  Concordo com o pensador e palestrante Joan Antoni Melé:  “os problemas do mundo são, no fundo, um reflexo de nossos próprios problemas e contradições e  a única maneira de solucioná-los é resolvê-los em nosso interior”.

Independentemente de você concordar ou não com o que foi abordado neste post, o fato é:  o que você verdadeiramente acredita (no nível consciente e inconsciente) influencia diretamente na sua realidade.  Basta você mesmo constatar por meio dos fatos e da história da sua vida.