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Terapia:  até quando?

Felizmente, contamos, atualmente, com inúmeros tipos de terapias, entre elas as terapias integrativas complementares, que servem para contribuir, de forma sistêmica, com o processo de acessar caminhos de cura ou prevenção de doenças.  Antes de entrar no tema, é preciso lembrar que a palavra terapia vem do grego, “therapeia”, que significa “o ato de curar”, de “restabelecer”.

Pela minha experiência, as pessoas em geral procuram terapias quando estão passando por uma fase muito difícil da vida, seja no aspecto da saúde física como também em outros aspectos ligados aos corpos emocional, mental e espiritual.  Há quem procure terapias para mergulhar mais fundo em seu processo de autoconhecimento.  Existem pessoas, inclusive, com fantasias sobre terapias e terapeutas, a ponto de acreditarem que exista o profissional “ideal”, que “sabe tudo” e que vai resolver todas as suas dores e angústias.

Independente das motivações que levam alguém a procurar por terapias, cabe refletir sobre a questão da duração dessas terapias, pois é frequente a preocupação da pessoa em saber em quanto tempo ela terá os resultados que espera ter (que não necessariamente representam o que ela precisa, prioritariamente, obter de benefícios com a terapia).

A reflexão básica que lhe convido a fazer é:  por que terapias deveriam ter um tempo determinado para acontecer se a própria vida é dinâmica, impermanente e imprevisível? Como determinar um prazo para uma terapia, considerando que cada pessoa é um ser único, um campo único, que se modifica o tempo todo em função de vários fatores, entre eles, genética, epigenética, terreno biológico? Cada pessoa tem a sua própria e única situação em relação, por exemplo, aos receptores celulares, à sua forma de metabolização e de desintoxicação. Cada ser é um universo único!  Estes fatores já são suficientes para flexibilizar qualquer posição rígida quanto à duração e resultados de  qualquer terapia.

Em minha visão (inter e multidisciplinar), os resultados são obtidos por meio de várias atitudes, ações e intervenções que, atuando, em conjunto, no campo da pessoa, trazem resultados benéficos à sua saúde como um todo.  Não é tão simples isolar a “causa” de uma cura ou melhora, nem querer determinar qual é a “melhor” terapia ou terapeuta, embora essa tendência ainda seja frequente. O melhor será sempre o avanço da pessoa em sua jornada de autocura!

Por exemplo:  sentir-se acolhido, compreendido faz parte de um processo terapêutico. O vínculo entre terapeuta e cliente sempre existe em algum nível, o que não significa que tenha que perdurar pelo tempo que a terapia deva durar.  Em outras palavras, o cliente pode sentir a necessidade de mudar de terapeuta, o que não significa que deva parar com a terapia.

Outro exemplo:  a ética, a experiência, as técnicas adotadas pelo terapeuta são essenciais para o êxito da terapia, no entanto, o cliente também precisa estar aberto a fazer a sua parte, buscando compreender e colaborar com o processo terapêutico.  O terapeuta também precisa ter conhecimentos, experiência e sensibilidade para perceber quando é necessário orientar e, até mesmo, encaminhar o seu cliente para outro profissional, em função de um enriquecimento necessário ao processo terapêutico.

O tempo de terapia não vai determinar a melhora de um quadro ou a evolução de uma pessoa.  Tudo depende do ser humano e de como o seu campo se comporta com a terapia, se há ressonância entre a pessoa e a terapia/terapeuta.  Mesmo porque, as coisas não acontecem de forma igual para todos.  Os efeitos de uma terapia dependem do ponto em que a pessoa está e para onde ela quer, de verdade, chegar.

O poder da terapia não está só no terapeuta, mas acima de tudo, na vontade genuína do cliente de se curar ou criar novas realidades para a sua vida, revogando a sua própria avaliação sobre a sua dor, angústia ou doença.  Curar requer amar a verdade, que muitas vezes confronta o cliente, levando-o a desistir da terapia ou do terapeuta.

No meu entendimento as terapias representam o aprendizado contínuo de cuidar de nós mesmos, contando com a ajuda dos profissionais da saúde que adotam uma visão holística, sistêmica do ser humano.  A necessidade de terapia é constante na medida em que sempre há algo a ser reequilibrado em nossa vida.

Terapia ativa o corpo de luz, recobra, limpa, ressignifica memórias que estão no próprio DNA da pessoa, acima das questões perceptíveis através dos seus cinco sentidos, envolve o que é Divino no indivíduo, ou seja, a sua espiritualidade, a sua família espiritual.  Por exemplo:  se uma pessoa está apegada à sua doença e não tem interesse em compreender as origens dessa doença, não dá para esperar que ela entre em processos de cura enquanto ela não enxergar sentido em ativar a sua real vontade de cura.

Sim, terapias, para mim, tem a ver com buscar a verdade sobre nós mesmos.  Verdade essa que ilumina, mesmo quando nos confronta.  Assim, ouso afirmar que terapias são para toda a vida!

Espiritualidade:  nosso coração em compasso  

Fazemos parte do Universo.  Só por este motivo, a espiritualidade é a base da nossa existência.  Somos espíritos vivendo uma experiência humana e, muitas vezes, com a vida atribulada que levamos, nos esquecemos disso.

Para mim, espiritualidade é, majoritariamente, trabalho interior que envolve experiências, vivências e não teorias, dogmas, doutrinas e filosofias.  Constatar e vivenciar todos os aspectos da nossa existência humana é exercer a nossa espiritualidade.  

Com a enxurrada de estímulos e informações que recebemos diariamente, um dos nossos maiores desafios, que pode ser considerado um desafio espiritual, é aprendermos, através de vivências, a direcionar convenientemente nossas percepções, sensações e atenção para a coisa certa, no momento certo. 

As sensações e percepções são atributos do espírito.  Como afirma Francisco do Espírito Santo Neto, no livro As Dores da Alma, “quanto maior o estado de consciência do indivíduo, maior será sua capacidade de perceber a vida, que não se limita apenas aos fragmentos da realidade, mas, sim, à realidade plena”.   

É entrando em contato com nós mesmos que podemos exercer a nossa espiritualidade, pois a partir desse contato, é que temos melhores condições de interagir com o mundo externo que nos rodeia:  pessoas, situações e todos os acontecimentos, criados pelas nossas consciências individuais e coletivas.  A partir desse contato com o nosso mundo interno é que podemos perceber, sentir as dimensões de realidade.

As emoções de medo e as dependências emocionais são grandes obstáculos para exercermos a nossa espiritualidade.  Dependências emocionais como a de ser aprovado, admirado, reconhecido e amado são, na minha visão, as que mais atrapalham o exercício da nossa espiritualidade, porque sobrecarregam as energias dos nossos chakras cardíaco e do plexo solar, provocando um vazio constante, um descompasso em nosso coração. 

Assim, viver a nossa espiritualidade requer o despertar dos nossos condicionamentos e certezas, descobrirmos quem somos e colocarmos as nossas vidas a serviço da LUZ.

Transcender as nossas emoções passageiras para reconhecermos o que verdadeiramente sentimos sobre nós mesmos e sobre o sentido da nossa vida.  E então, com a nossa Luz sempre fortalecida, servimos ao mundo não como compensação para culpas e angústias e, sim, como seres interconectados por uma força maior.

Assim, temos que ter cuidado com as nossas “verdades” para praticarmos a espiritualidade,  pois elas nos iludem, dando a sensação de “segurança”, uma falsa segurança que apenas nos aprisiona no nosso mental automático, impedindo-nos de pensar e agir verdadeiramente, com espontaneidade, porque nos leva a ir de acordo com o clima de temor que nos envolve todos os dias. 

Nosso centro é o nosso espírito, a nossa alma, a nossa essência divina por meio da qual testemunhamos tudo o que ocorre dentro e fora de nós.  Praticar a espiritualidade é dar espaço a essa essência, para que possamos acessar o tesouro de sabedoria que está à nossa disposição, em nosso inconsciente pessoal e no inconsciente coletivo. 

A espiritualidade é a base para que todas as áreas da nossa vida fluam saudavelmente. É preciso aprender a parar de nos conectar com a consciência do outro e passarmos a nos conectar com a nossa própria consciência.  Ficarmos atentos ao que está por trás das aparências.  Ouvir o nosso ritmo interno através da nossa respiração e das batidas do nosso coração. Desenvolver a nossa intuição, inspiração e percepção da realidade.  Valorizar o nosso mundo íntimo, tão ignorado na nossa cultura materialista.

Praticar a espiritualidade nos faz perceber mais facilmente os toques que o Universo nos dá, ou os recados de Deus, que chegam abundantemente em nossas vidas.  Viver a nossa espiritualidade é aprender a reconhecer esses sinais e praticar o que eles nos inspiram, para o nosso bem e para o bem do todo !

Terapeuta e mentora: como faço isso ?

Descobri, há alguns anos, um dos meus maiores talentos:  ver os talentos das pessoas.  Dentro de mim, sempre havia clareza sobre o que uma pessoa poderia fazer de melhor, não importasse o que eu sentisse ou pensasse sobre ela. Atualmente, este talento está intimamente ligado com o meu trabalho de mentora, que sempre é incluído no processo de atendimento dos meus clientes.

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O processo de mentoring envolve as motivações mais profundas das pessoas. Mentoring não é dar simples conselhos e, sim, apontar caminhos, orientar, fazer pensar, abrir alternativas, elevar o ser humano, não importando a situação que ele esteja vivendo ou a forma como ele se vê.

Através do meu trabalho de mentoring, deixo minha intuição e sabedoria de vida fluírem para propiciar a ativação do imenso potencial e possibilidades da pessoa que buscou o meu apoio.  Assim, me sinto transferindo sabedoria que poderá contribuir com a construção de projetos de vida ou profissionais mais satisfatórios para os meus clientes.

Mas como é possível eu transferir sabedoria?  Desejando o bem das pessoas com o coração! Isso  produz  muito resultado positivo, mesmo nas situações mais negativas. Acreditar, de coração, que as pessoas têm um potencial é o que me faz uma mentora em meu trabalho de terapeuta.

A minha escola de vida é a base do meu trabalho como mentora.  Estou falando aqui não da sabedoria ligada a conhecimentos teóricos, técnicas, habilidades, competências.  Estou falando da intenção e da linguagem do coração que, hoje, sou capaz de expressar.  E que expressarei cada vez mais.

Poder auxiliar meus clientes nos processos mais complexos de suas vidas e num clima onde me sinto com liberdade para ser quem eu sou e oferecer o melhor de mim, naquele momento, cria um sintonia que permite que as minhas palavras sejam consequência de algo maior que quero oferecer e transmitir.

Penso que todos nós já somos muito bons em muitas coisas, só que não enxergamos ainda ou demoramos para enxergar.  E, por isso, perdemos muito tempo querendo encontrar as respostas fora de nós mesmos.

Me sinto abençoada por ser uma terapeuta mentora.  Porque, independente de ser a minha atual profissão, me sinto servindo as pessoas.  Com a minha força mental e intenções crio campos tensoriais favoráveis para o despertar do cliente.  Sou apenas um instrumento do Universo.  Não vou gerar resultados ou atender expectativas.  Apenas vou contribuir com o cliente, sem necessariamente ele perceber ou reconhecer essa ajuda.

Parece ilógico? Não, pois como mentora, sou uma atora no palco da complexidade humana para servir, sem pretensões. Como mentora, eu dou de mim.  Sem expectativas ou motivações extrínsecas.

Ser mentora é fazer a diferença na vida das pessoas.  Assim como elas fazem na minha.

OS MISTÉRIOS DA VIDA

Desde criança os mistérios me fascinam. Sempre me interessei por temas como, por exemplo, a morte. O que está por trás da morte; Ou o que verdadeiramente anima uma pessoa, entre tantos outros mistérios. Para mim, o mistério encoraja, propulsiona, entusiasma.

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Por mais que a ciência avance, por mais que os conhecimentos se ampliem, sempre há um mistério na nossa condição de seres humanos neste planeta Terra, que nos envolve, que nos ajuda, que nos faz evoluir e nos faz sobreviver e viver a vida.

Já parou para pensar sobre tudo o que você viveu e suportou? Como deu conta de tanta coisa? como no final tudo acabou dando certo? E então você constata que deu certo não somente por uma lógica ou pelos seus planos, que provavelmente falharam, ou por sua inteligência humana. Deu certo porque uma força maior conduziu o processo, ajudas inesperadas foram surgindo, novos cenários, novas possibilidades, soluções que você nem teria considerado, sincronicidades….E, hoje, você se dá conta de que não há lógica para tudo ter dado certo e continuar dando! Afinal, por mais problemas que tenhamos, estamos vivos! E a própria vida é mistério, como alimento essencial para a nossa existência. E então nos deparamos com o mistério do SER. 

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O mistério do SER está em como conseguimos não ser engolidos completamente por forças que nos pressionam, como sobreviver, buscar segurança, desenvolver nosso poder pessoal, preservar a nossa espécie humana e, ainda, lembrarmo-nos, a cada dia, que apesar de termos que aprender a jogar o jogo da vida, fazemos parte de um plano muito mais alto do que o da Terra, “pertencemos às estrelas”, como dizia Gurdjieff.

Apesar da vida “nos enquadrar” desde que nascemos, contamos com forças misteriosas que alimentam nossa ânsia de viver com mais plenitude e também a nossa fé na possibilidade de transformações em nós mesmos e nas nossas vidas.

Você pode estar pensando: “essa força é Deus!”. E se as forças misteriosas reunidas formarem Deus? E elas são misteriosas até que o homem seja capaz de desvendá-las através das suas descobertas. Descobertas essas que, aqui na Terra, sempre serão limitadas frente ao mistério da vida. Frente ao Deus que habita em nós. Viva o mistério!

 

ALGUÉM TEM QUE CEDER…

ALGUÉM-TEM-QUE-CEDERSempre gostei de cinema e o filme “Alguém tem que ceder“, produção de 2003, com Jack Nicholson e Diane Keaton, até hoje mexe comigo.  Com sua estória provocativa e ao mesmo tempo previsível, essa comédia romântica aborda temas ainda atuais como guerra de sexos, feminismo e as diferenças do mundo masculino e feminino, independente da idade cronológica, nos fazendo dar boas gargalhadas da vida como ela é, das dificuldades inerentes dos relacionamentos homem-mulher, especialmente depois de uma certa idade, quando ainda persistem crenças e costumes que nem sempre são agradáveis de se constatar.  Fatos como homens orgulhosos por estarem com mulheres bem mais jovens ou as agruras da solidão feminina, especialmente para as mulheres com mais de 50 anos que gostam de sexo.

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Ao mesmo tempo, esse filme entra na esfera das atitudes e pensamentos egocêntricos, da necessidade impulsionante que temos de nos defender da crítica ou do ataque físico/emocional e também de  nos afastarmos uns dos outros, para chegarmos primeiro na corrida da vida. Temos ainda o nosso ego sempre buscando adquirir o que há de melhor para si mesmo, agarrando-se a posses de toda a natureza, sejam amigos, família, parentes, bens materiais, conquistas. Independente do quanto o cinema possa corroborar para que crenças limitantes e costumes sejam reforçados, só atrapalhando o nosso processo de autoconhecimento e evolução, pensei ser interessante partir desse filme para escrever sobre ceder e a força do nosso inconsciente.concienciaiceberg O orgulho que levamos para os nossos relacionamentos e que gera a necessidade de “alguém ter que ceder”,  brota no orgulho da nossa própria identidade, tão necessária à sobrevivência e ao mesmo tempo, tão ingênua quanto à sua pretensão dequerer se impor como dona de nossas vidas. Pobre ego !  A questão é ceder à compreensão de nós mesmos em essência e, então,  temos que levar em conta aquele que nunca pode ser enganado:  o nosso inconsciente ! Esse inconsciente, como afirma Cristina Cairo em seu livro Linguagem do Corpo, sabe exatamente o que pensamos constantemente e, por isso, nos manda respostas e sinais o dia inteiro.

Nossa identidade e o nosso mental precisam nos ajudar a encontrar uma compreensão cada vez maior do que é o inconsciente, a partir da constatação e reconhecimento das nossas emoções que se projetam no nosso corpo.  Todas as emoções negativas são como venenos que injetamos em nós mesmos, gerando doenças.  Essas doenças são somatizações que ocorrem a curto, médio ou longo prazos, na medida em que construímos inconscientemente e mantemos um padrão emocional que gera sentimentos de infelicidade, raiva, desgosto, mágoa, ressentimento, etc…coração-interrogação

Praticamente toda a enfermidade tem uma origem mental típica para essa enfermidade.  “Soma” é a palavra grega para descrever o corpo.  Se a nossa mente, muito ligada ao ego (identidade), se submete permanentemente a um determinado aspecto de um estado de desequilíbrio e falta de harmonia, ela psicossomatiza, mostrando ao corpo onde está o problema.  E o interessante é que, segundo estudos e pesquisas, essas enfermidades se apresentam da mesma forma, para todas as pessoas de qualquer parte do mundo.  Ou seja, como afirma Cristina Cairo,  “o inconsciente relaciona universalmente a função do órgão a uma emoção equivalente”.

Assim, por trás das enfermidades não está a casualidade e, sim, uma clara mensagem com um caráter de advertência, um sinal do inconsciente de encorajamento, de estímulo para encararmos a causa-raiz da doença ou desequilíbrio.  No entanto, na prática, é difícil de realizar esse “encarar a raiz da doença” porque o processo envolve as questões do inconsciente, além das questões  duvidosas e problemáticas do nosso coração.  Só quando essas questões estão mais claras e solucionadas ou direcionadas positivamente  é
que o inconsciente deixará de se comunicar através da linguagem do corpo, alertando-nos sobre a nossa conduta através de doenças.

Viver nos permitindo ceder e ampliar as possibilidades de reconhecermos e compreendermos o nosso inconsciente se manifestando através do nosso corpo, permitindo maior comunhão com nós mesmos, mais preenchidos de alegria e amor próprio, e com o relacionamento com outras pessoas também mais preenchido.  Então, que tal começarmos a ceder primeiro, questionando as nossas crenças e certezas, abertos a mudar nossas atitudes e pensamentos egocêntricos ? Como afirmou Leonardo da Vinci, o nosso espírito é uma força que está atrelada a um corpo.  Assim, a relação mais desafiadora é a de nós com nós mesmos.  Alguém, em nós mesmos, tem que ceder !

VIVER: MAIS DO QUE DESEMPENHAR PAPÉIS

Quantas vezes entramos em crises de ansiedade ou adoecemos porque, no fundo, não encontramos sentido para a vida que estamos levando ?

Os papéis que desempenhamos na vida, apesar de necessários para a nossa identidade (estar e sobreviver no mundo), estão muito ligados ao processo da ansiedade e das doenças porque, por meio de muitas armadilhas preparadas pelas nossas mentes inquietas e desatentas, esses papéis acabam ocupando um espaço muito maior do que deveriam, dificultando o nosso processo de SER e SERVIR ao nosso espírito e ao mundo, no qual estamos de passagem nesta experiência humana.mulher e tecnologia

Assim, penso que viver é permitir que estímulos agucem a nossa vontade de constatar, reconhecer e praticar os nossos verdadeiros talentos em todas as áreas da nossa vida,  pois nossos verdadeiros talentos são parte daquilo que é permanente dentro de nós, daquilo que SOMOS, da nossa consciência.   Aliás, eles são uma grande arma para lidarmos com o nosso “lado sombra”, ou seja, com nossos defeitos, resistências e dificuldades diante da vida.

Parece que algumas pessoas já nascem mais buscadoras do que outras, no entanto, creio que todos têm um potencial de SER,  têm a possibilidade de se ampliar no decorrer da vida, na medida em que a pessoa reconhece seus condicionamentos culturais, familiares e sociais e tenha interesse em incluir o novo (muitas vezes, desconfortável) em sua vida, para assim descobrir e usar seus talentos, que permitem muito mais evolução do que através do mero desempenho de papéis que, na maioria das vezes, são norteados por expectativas familiares e sócio-políticoespiritualidade2-econômicas-culturais.

Não dá para fugir de priorizar a espiritualidade !  É por meio dela que nos encontramos e, cedo ou tarde, a vontade de buscar a verdade fala mais alto e então podemos encontrar Deus dentro de nós.  Essa energia que, por meio dos nossos talentos, nos leva à ação para realizar aquilo que faz e dá sentido à nossa vida, traz resultados positivos tanto para nós mesmos quanto para os outros ligados a nós.

Jamais desista de viver a sua vida plenamente, indo além dos seus papéis !

Encare todas as constatações (agradáveis e desagradáveis) dentro e fora de você.  E então a vida, por mais difícil que seja, flui e lhe dignifica, abrindo seu campo de possibilidades, inclusive de comunhão com si mesmo e com os outros.

VOCÊ CONFIA NO SEU CORPO?

Nosso corpo é um verdadeiro milagre.  O tempo todo está tentando se adaptar ao ambiente, aos nossos hábitos, ao nosso estilo de vida, a todos os tipos de agressões e, sem nos darmos conta, toma o comando e cria situações como a febre para evitar algo pior do que o que estamos passando.

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Nosso corpo é formado por células.  Uma célula é formada por diversas moléculas.  Como afirma Karen Bergh, “nosso corpo é composto de moléculas. Quando os átomos dentro dessas moléculas agem em conjunto, quando se unem, quando compartilham o elétron, quando trabalham como uma unidade, nós temos saúde”.

As nossas células muitas vezes “gritam” para nos alertar sobre algo que não estamos enxergando ou que teimosamente insistimos em fazer.  Um barulho na mente, por exemplo, pode ser um recado de nossas células dizendo:  “pare de fazer isso ! ”.  Temos que estar atentos e fortes para ouvi-las e interpretá-las, para que nossa consciência tome as rédeas de uma situação difícil, uma doença, uma dor ou qualquer situação cujo enfrentamento é muito importante para a nossa vida.  Se não conseguimos, nossas células, então, tomam a dianteira.

Como afirma Ruth Berger, em seu livro Medicina Intuitiva, “células são guardas da energia, que estão trabalhando no corpo o tempo todo”.  Elas tentam dizer a nós muitas coisas, relacionadas ao que está verdadeiramente acontecendo conosco.  Quanto mais ignoramos as nossas células, mais dor e sofrimento nosso corpo vai vivenciar.  Porque, por não serem ouvidas, as nossas células sofrem.  E quando sofrem, somos diagnosticados com doenças, como o câncer.

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Cirurgias e tratamentos alopáticos ajudam a reduzir o sofrimento, mas nunca responderão qual é a origem da doença, onde e por qual razão começou.  É preciso estudar, ir atrás da causa raiz de uma doença para compreendermos os nossos problemas de saúde. As terapias integrativas e complementares têm um papel fundamental nesse processo.

Aprender mais sobre nós mesmos e nossos desequilíbrios; descobrir e fazer escolhas das melhores terapias para nós; pesquisar, estudar, compartilhara informações e experiências; e ouvir a nossa intuição. Estas são atitudes  fundamentais para o nosso caminho de cura.